
Finalmente chega ao Brasil o DVD do longa-metragem produzido em CG de Resident Evil: Degeneração. Um produto que coloca Leon e Claire novamente contra os zumbis e vai agradar em cheio aos fãs da franquia. Mas apenas os fãs (grupo no qual me incluo).
Antes de começar essa resenha, vale ressaltar que não se deve fazer nenhum grau de comparação com a trilogia do cinema, produzida com atores de verdade e que tem a gatíssima Milla Jovovich como protagonista. Este longa é produzido pela Capcom (e distribuído pela Sony) e segue a cronologia fiel dos games. E isso inclui algumas referências a eles, bem como flashbacks, durante o filme.
Na verdade trata-se de mais uma “versão do game”, uma “continuação”, na qual você não está no controle dos personagens. Porém, tenho certeza que você vai procurar o gamepad em cima da mesa após a sequência que o avião cai no aeroporto, pronto para estourar a cabeça dos zumbis.
A trama é curta e bem amarrada, e não apresenta mais a Umbrella Corporation como a grande vilã da história. Na verdade, a nefasta empresa faliu, e foi substituída pela WilFarma, como a empresa que mais entende de biotecnologia no mundo. Nesta nova realidade, que se passa sete anos depois do incidente em Raccon City, Claire Redfield trabalha para uma ONG chamada Terra-Save, que entre outras funções, é responsável por “combater” a citada empresa.
Tudo começa quando Claire se encontra no aeroporto, bem como outros ativistas contra WilFarma, ao mesmo tempo em que desembarca o senador americano Ron Davis, um dos responsáveis pela ascenção desta empresa. Neste momento, o vírus T é liberado no terminal, e a infestação acontece rápida e da forma que já conhecemos. Assim, a SRT (Special Response Team) é chamada para resolver a situação e resgatar essas pessoas, liderados por Leon S. Kennedy. O desenrolar da trama você assiste no DVD.
Falando do CG, posso afirmar que a Capcom fez um ótimo trabalho com o cenário (a iluminação está perfeita), as texturas e alguns efeitos. Mas creio que os movimentos dos personagens poderiam ser melhores, mais naturais. Neste ponto, a Square é imbatível. Desculpe, mas a comparação foi inevitável.