Crítica: X-Men e Homem-Aranha
30 de Outubro de 2009 por Pedro Cardoso
A ideia parecia boa, colocar dois ícones da Marvel em uma minisserie, e mostrar como as vidas dos integrantes dos X-Men e do Homem-Aranha estariam interligadas ao longo da vida. Mas o que eu li, não me agradou. As revistas foram lançadas em duas edições (agosto e setembro de 2009), pela Panini Comics, com o preço de R$ 6,50 cada.
A minisserie mostra vários encontros desses personagens, desde a primeira turma dos X-Men até os dias atuais. O fio condutor desta trama são as tramoias de Sinistro, com a ajuda de Kraven (para quem não conhece, o carinha da imagem acima).
Essa boa premissa foi detonada por um roteiro fraco de Christos Cage. A cada passagem de tempo, havia um novo encontro onde tudo que acontecia era a descoberta de uma nova pista da grande trama de Sinistro, rápido diálogo entre os personagens para decidir o que fazer e a aparição de algum vilão para caírem na porrada, como Blob ou Carnificina. Isso em looping até o fim da revista.
A arte de Mario Alberti também não me agrada, parece que é feita correndo, com pressa. A colorização também não ajudou no resultado final, pois deixou alguns quadros tão escuros que é difícil entender a cena. Aí eu não sei dizer se a culpa é da arte original ou da gráfica aqui no Brasil.
Pelo menos fica o saudosismo ao revermos uniformes clássicos dessa galera, e revisitarmos épocas quando as histórias em quadrinhos eram mais inocentes e menos complicada de se acompanhar. E quando digo “complicada”, não falo nos roteiros, mas sim nas inúmeras revistas caça-níquel que são lançadas para contar apenas uma história.
Bom, caso queira comprá-la assim mesmo, você pode encontrá-la facilmente em sebos, lojas especializadas ou até mesmo em algumas bancas de revistas do Rio de Janeiro e São Paulo (não sei nas outras cidades). E você que já leu, o que achou?




















