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Este blogueiro foi expulso do Rio Game Show

29 de November de 2009 por Pedro Cardoso

Não falei nada na hora do ocorrido, pois não queria falar de cabeça quente e não queria que as pessoas pensassem que eu estava apenas tentando me promover as custas do evento. Mas como o assunto se espalhou no Twitter, e vários amigos vieram me perguntar o que houve, e se solidarizar comigo, resolvi escrever. Sim, fui expulso do Rio Game Show e abaixo tento explicar o que aconteceu, desde o começo, para tentar evitar ruídos.

Há mais de um mês atrás, pedi o credenciamento do Receita do Sucesso pelo mesmo e-mail que tinha feito para a primeira edição do evento Rio Game Show. Recebi um e-mail da assessoria de imprensa do evento, a AFontoura pedindo para que eu entrasse no site oficial do RGS e fizesse isso por um formulário. Fiquei com dúvida, pois o formulário só tinha campos para uma pessoa, e eu precisava para duas. Enviei minha pergunta para o endereço de e-mail que entrou em contato comigo falando do formulário e nada de resposta. Estava tranquilo, pois faltava muito tempo para o evento.

Depois de uma semana tentando, no dia 12 de novembro, resolvi ligar para o telefone da AFontoura. Fui atendido pela funcionária Layla Botelho, que me deu um outro e-mail que já não era aquele do primeiro contato. Por telefone mesmo, aproveitei e confirmei o meu credenciamento e o da Luanda Pereira (@happymoon). Eu para apuração, entrevistas e produção de texto e a Luanda para me ajudar com as fotos. Perguntei ainda como seria no dia do evento, quem eu teria que procurar. A Layla disse que não teria essa resposta na hora e pediu para eu mandar um email perguntando. Mandei este e-mail, ela disse que teria placas de orientação e que no dia estaria lá para qualquer dúvida (e-mail 1). Portanto, estava confirmado no evento.

No dia 26 (2 dias antes de começar o evento), estranhamente, recebi outro e-mail da mesma pessoa, dizendo que não poderia credenciar o meu veículo, pois os números eram limitados. (e-mail 2). Como assim eu sou confirmado e dias depois desconfirmado? É assim que essa assesssoria de imprensa trabalha? De certo, um ato de extrema falta de profissionalismo, peço aos meus colegas jornalistas que lembrem de algo parecido que já tenha acontecido com eles.

No mesmo dia, a Luanda recebeu um e-mail confirmando o seu credenciamento, sendo que o veículo era o mesmo, o Receita do Sucesso. E ela iria apenas me auxiliar. Ou seja, sem eu ir não faria sentido nenhum ela estar presente no evento. Não é nem pelo fato de ela não ser jornalista, mas sim, porque sou eu que escrevo diariamente aqui no blog e acompanho de perto o mundo dos games (e-mail 3). Veja nas imagens abaixo (clique para ampliar):

Pensei que seria um erro da funcionária da assessoria AFontoura, pois no formulário que eu preenchi isso estava explícito. Recebi outra resposta da mesma pessoa dizendo a mesma coisa que está na imagem do e-mail 2. Enfim, resolvi entrar em contato com o Alexandre Fontoura, dono da assessoria e não recebi nenhuma resposta até agora, depois de 3 dias esperando. Lamentável.

Fiquei sem saber o que fazer, pois já tinha feito todo o planejamento e avisado aos leitores do blog que eles veriam uma cobertura do evento aqui. Se solidarizando comigo, @LeoCabral me arrumou uma cortesia de uma das empresas que patrocina o evento. Afinal, como patrocinadora, ela pode fazer isso, ela tem X números de pessoas que ela pode convidar. Chegamos neste domingo, 29, no Rio Game Show, e a Luanda pegou a credencial dela. Eu peguei a minha com o Leo.

Poucos minutos depois, constrangido, o Leo veio falar comigo pedindo a credencial de volta, que ele não poderia ter feito aquilo, pois o evento “tem um problema comigo”. Essas foram as palavras do Marcelo Tavares, organizador do evento. Como eu não gosto de pontas soltas, na hora fui direto até ele perguntar o que o evento teria contra mim. O Marcelo me conduziu até a porta, eu expliquei tudo que está aqui relatado e ele, enrolado com as palavras e sem saber o que falar disse que não cadastravam blogs (oi?). Então, como eu estive presente no primeiro evento e a Luanda estava credenciada para este segundo? E terminou assim: “não posso fazer nada agora, você tem duas alternativas, ou compra o ingresso ou não entra mais”. Claro que eu poderia comprar um ingresso e entrar de novo, num evento aberto ao público, ele não poderia proibir, mas pense no meu constrangimento na hora. Eu só pensava em sair dali o mais rápido possível.

Coincidentemente, o pedido para eu sair do evento foi feito logo após este meu post no Twitter, onde eu critiquei a acústica do evento. Não sei porque fui retirado do evento, será que que foi pelo fato de eu ter falado mal da assessoria? ou por eu ter destacado os pontos negativos do evento? Não sei, não posso afirmar, mas quero crer que não. Só sei que me senti humilhado e fiquei sem reação na hora. Em quatro anos como jornalista e blogueiro eu nunca passei por situação sequer parecida. Já fui repórter esportivo, já cobri vários jogos nos estádios, eventos como Campus Party, fui convidado para outros como Encontro da Malhação ID na TV Globo, Oi Noites Cariocas, Prêmio NAVE de Games, NokiaCamp 2009, entre tantos, e nunca tive que passar por isso. Estão aí os posts, fotos no Flickr e tudo mais que não me deixa mentir.

De qualquer maneira, vale relembrar que eu fui credenciado para o primeiro Rio Game Show (Niterói) e relatei tudo que aconteceu lá que eu vi, sejam coisas boas ou ruins. Os três posts estão aqui, aqui e aqui. Outro ponto que quero destacar é que, no primeiro evento, fui credenciado pelo próprio Marcelo Tavares, sem problema nenhum, e até conversamos rapidamente durante o evento. Não sei o que houve para ele me tratar assim dessa maneira.

Enfim, para tudo que foi relatado eu tenho testemunhas ou e-mails guardados, menos para a conversa telefônica. Nunca achei que fosse necessário. Enfim, esse episódio é mais um que mostra como certas empresas não estão preparadas e não entendem as mídias sociais. Não estão abertas a críticas e opiniões divergentes. Não ligam a mínima para blogs, como se fosse coisa de adolescente. Estou profundamente triste com todo esse episódio. Mas os leitores do Receita podem ficar tranquilos que não vou parar com o trabalho e que sempre tentarei trazer o que está rolando no mundo do entretenimento.

Atualização 07/12/2009: O Alexandre da AFontoura me ligou na sexta-feira e me pediu desculpas pelas confusões nos e-mails de credenciamento. Disse que não tem nada contra mim e o meu trabalho e que estava apenas cumprindo ordens da organização do evento. Aproveitei para pedir desculpas pelas palavras ásperas que usei em alguns momentos.

Rumo ao Rio Game Show: segunda edição

23 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Publico no RGS

Você acompanhou aqui no Receita do Sucesso a cobertura do primeiro Rio Game Show, que aconteceu em junho, lá em Niterói. Pois saiba que já estamos pertinho de uma nova edição (28 e 29 de novembro), desta vez em um local muito melhor: o Centro de Convenções SulAmérica. E é claro que estarei lá.

Além do local com uma estrutura muito melhor, e do lado da estação Estácio / Cidade Nova do Metrô, esta segunda edição tem como novidade a entrada de patrocinadores de peso como Nvidia e Leadership (além da Seven que esteve junto na primeira), e o apoio da revista EGW (antiga e famosa EGM).  Ah sim, e serão dois dias.

Os ingressos já estão à venda online na Blue Ticket pelo preço de R$ 15,00 para cada dia. Mas, se você quiser, pode pagar R$ 60,00 pelo passaporte, o que lhe dará direito a visitar o evento nos dois dias, além de se inscrever no Campeonato Carioca de Winning Eleven.

E as atrações? Segundo a organização, até o momento estão confirmadas palestras com desenvolvedores e executivos do ramo (nenhum nome foi divulgado ainda), Arena Freeplay, videoconferência com Ralph Baer (o inventor dos video-games), novamente uma exposição com a história dos video-games, Arena 3D Nvision, palco com Beatles Rock Band, massoterapia com Xbox 360, prêmios e brindes e, sim meus queridos, wi-fi zone.

A maioria dos principais pontos negativos citados por este blog sobre o que aconteceu na primeira edição do evento já foram solucionados para a próxima, como a escolha de um local muito melhor em estrutura, com ar-condicionado e wi-fi. E ele sendo realizado em 2 dias, pode distribuir melhor os eventos, dando chance para o visitante acompanhar mais coisas e evitar confusão, filas e tudo mais. Torço para que o evento seja um sucesso.

Rio Game Show: considerações finais

22 de June de 2009 por Pedro Cardoso

Rio Game Show

Aconteceu nesse domingo, dia 21 de junho, o primeiro Rio Game Show, criado por Marcelo Tavares, o maior colecionador de games no Brasil e especialista na área. O Receita do Sucesso esteve lá para conferir in-loco e trazer para você leitor, o que de melhor (e pior) aconteceu. Antes de continuar, leia este e este post para entender o que aconteceu no evento.

O que tiramos de conclusão? Que o evento teve falhas, sim, não podemos negar. Mas a maior de todas na minha opinião, foi não acreditar que o evento teria a procura e o interesse que teve do público.

A mídia tradicional noticiou o evento. A Record e a ESPN Brasil (para o programa Game UP) estavam presentes registrando, portanto, posso acreditar, analisando tudo isso, que não seria exagero que o RGS já começasse em um grande espaço, com uma estrutura maior, para receber com conforto toda essa galera.

De qualquer maneira, é preciso ressaltar e parabenizar o Marcelo Tavares que teve a idea, a vontade e o empenho necessário para colocar o um evento desse no calendário do Rio de Janeiro. E tenho certeza que, com o apoio dos patrocinadores, ano que vem o RGS será ainda melhor e maior. O pontapé inicial já foi dado.

Rio Game Show

Rio Game Show: sessão nostalgia

22 de June de 2009 por Pedro Cardoso

Rio Game Show

Aconteceu nesse domingo, dia 21 de junho, o primeiro Rio Game Show, criado por Marcelo Tavares, o maior colecionador de games no Brasil e especialista na área. O Receita do Sucesso esteve lá para conferir in-loco e trazer para você leitor, o que de melhor (e pior) aconteceu. E um dos aspectos da feira foi a “história do video-game”.

Essa área ficou bacana, você tinha telões apresentando Pong, Enduro, e exposições de games portáteis pré-históricos como o Game Gear. Achei apenas que ficou pequena, com pouco destaque. Mas como já disse, o tamanho do local não proporcionou fazer grandes coisas mesmo.

Posso crer que a mulecada curtiu essa parte do evento mais do que eu, afinal, o que pra eles é história, para mim é memória. Eu tenho Atari, Master System e Mega Drive até hoje no meu armário (não sei porque, mas tenho).

E foi exatamente aí que me senti velho, principalmente no momento em que um garoto de 13 anos olhou para uma réplica do controle do Atari e tamanho grande e perguntou: “o que é isso?”, e eu respondi “esse é o controle do Atari, o video-game que joguei quando tinha mais ou menos a sua idade”.

Rio Game Show: o que aconteceu?

22 de June de 2009 por Pedro Cardoso

Rio Game Show

Aconteceu nesse domingo, dia 21 de junho, o primeiro Rio Game Show, criado por Marcelo Tavares, o maior colecionador de games no Brasil e especialista na área. O Receita do Sucesso esteve lá para conferir in-loco e trazer para você leitor, o que de melhor (e pior) aconteceu.

Assim que chegamos no local, nos deparamos com uma fila enorme, que dobrava a esquina de onde fica o clube Canto do Rio (local onde ocorreu o RGS) e, ao entrar no clube, vimos que a fila era maior ainda, pois o local era extenso, e o RGS ocorreu na quadra do clube, que era no fundo do terreno.

Aliás, isso mesmo que vocês leram, o evento rolou na quadra esportiva do clube, um lugar que considero muito pequeno para um evento deste porte, que previu uma demanda de 3 mil pessoas. Demanda essa que foi atingida às 15h30, segundo Marcelo Tavares. Sendo que 1600 ingressos tinham sido vendidos antecipadamente.

Com o aperto e o belo dia de sol que fez em Niterói, o calor foi inevitável. Além disso, destaco como pontos negativos a falta de uma conexão wi-fi, e falta de opções para lanches, sendo o Geneal a única presente. Salvo algumas excessões, as placas indicando os stands e ou acontecimentos do eventos estavam mal localizadas. Muitas vezes cobrindo boa parte do próprio stand, dificultando a visualização. O ideal seria que essas sinalizações estivessem no alto, aproveitando a própria arquitetura da quadra.

Vamos falar de games?

Sem dúvida o jogo mais concorrido da feira foi o Street Fighter IV, onde logo se formou uma muvuca para jogar ou apenas assistir. Por outro lado, também tinha o representante nacional, o Capoeira Legends. No stand deles, era possível testar o game por alguns minutos na demo instalada nos PCs, e até comprar ali mesmo o primeiro volume (sim, é uma trilogia).

Mas para jogar nos games, principalmente do Playstation 3 e Xbox 360 tinha que ter paciência (coisa para garotada). A galera tinha que esperar em média 20 minutos para testar um game por 5 minutos, por exemplo. Para isto, bastava apresentar um documento de identificação e entrar na fila. Algumas pessoas falaram comigo que desistiram de jogar certos jogos (como Street Fighter IV por exemplo), devido ao tamanho da fila de espera. Ao contrário disso tudo, os tradicionais fliperamas com seus jogos um pouco antigos, eram fáceis de se jogar.

Rio Game Show

Realmente aconteceu muita coisa durante o Rio Game Show. Nem falei ainda do campeonato de Rock Band, Guitar Hero, da história dos video-games (que tá no outro post) e nem da galera do Cosplay, que também teve a sua competição particular.

Preciso dizer que criei uma expectativa que não foi atingida, pois acreditava que teríamos um espaço mais calmo para as palestras e debates por exemplo. Mas se você quiser ver todas as fotos que registramos lá, confira no Flickr do Receita do Sucesso. Agora, clique aqui para ler as considerações finais.

Rumo ao Rio Game Show 2009

15 de June de 2009 por Pedro Cardoso

Rio Game Show

A cidade de Niterói sedia no próximo domingo, 21 de junho, o primeiro Rio Game Show. O evento promete ter campeonatos, lançamentos, arenas free-play, mesa redonda com desenvolvedores de jogos, uma exposição interativa com a história dos videogames e outras coisas mais.

Mas o que motivou a criação do RGS? Segundo a organização, a ideia é criar um evento que vire referência nacional na indústria dos games, com o objetivo de acompanhar este mercado, que é um dos que mais cresce no mundo. O responsável por isso tudo é o Marcelo Tavares, 29 anos, maior colecionador de plataformas para jogos eletrônicos no Brasil, com um acervo de mais de 200 consoles e cerca de 3000 jogos! Realmente impressionante.

Acho a iniciativa muito válida e o Receita do Sucesso apoia, pois isto mostra para as empresas do ramo e os nossos governantes, que o Brasil sim, tem mercado para ser ampliado, e que precisa estar presente neste crescimento mundial da importância dos jogos eletrônicos. E, acima de tudo, valoriza também o consumidor do Rio de Janeiro, tão carente de eventos e encontros deste porte.

Campeonatos, lan house e arcade

Ao todo, o Rio Game Show sediará seis campeonatos de video-game: Street Fighter IV para Xbox 360, Rock Band para Playstation 3, Campeonato Carioca de Winning Eleven também para a plataforma Playstation, desafio Wii Fit, The King of Fighters em máquinas arcade e uma competição especial na lan house do evento com um jogo para PC desenvolvido no Brasil: o Capoeira Legends.

Outras atrações

Além dos campeonatos, o RGS contará com uma exposição com a história dos video-games, Rock Band Show, mesas redondas com vários palestrantes, estudiosos (como acadêmicos da UFF por exemplo) e profissionais da área, cosplay de games, além de brindes e sorteios. Para saber a programação completa, acesse o site oficial do evento.

Serviço, preço e como chegar

Ficou interessado? Então presta atenção. O Rio Game Show acontece no dia 21 de junho, de 13h às 22h, no Clube Canto do Rio (Rua Visconde do Rio Branco, 701 – Centro, Niterói, RJ). Veja o mapa do local. Os ingressos custam R$20,00 até o dia 20 de junho, ou R$25,00 se for adquirido na hora e no local do RGS. Clique aqui para saber os pontos de venda.

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