Panini lançará especial de Alan Moore em janeiro

3 de Dezembro de 2009 por Pedro Cardoso

Alan Moore

A Panini Comics planeja para janeiro um lançamento para fãs de Alan Moore ou do selo Wildstorm. O “Universo Wildstorm por Alan Moore” apresenta uma compilação de várias histórias do escritor lançada pelo selo que pertence a DC Entertainment.

O encadernado reunirá, em 224 páginas, as edições originais Wildstorm Spotlight #1, Vodoo: Dancing in the Dark, Deathblow: By Blows, Majestic e uma parte de WILDCats #50. O preço não foi divulgado ainda, mas pode preparar o bolso.

Para você que não está ligando o nome a pessoa, este bom velhinho é o escritor da obra-prima das histórias em quadrinhos, também conhecido como Watchmen. Além disso, o britânico Alan Moore tem em seu currículo V de Vingança, Monstro do Pântano, A Liga Extraordinária.

Via: HQ Maniacs

Crítica: Batman – Cacofonia

21 de Novembro de 2009 por Pedro Cardoso

Batman

A Panini Comics lançou neste mês de novembro a edição especial “Batman: Cacofonia”, escrita por Kevin Smith, pelo preço de R$ 7,50. O que eu achei? Bom, a revista não é um “clássico” instantâneo como a editora tenta vender.

Em Cacofonia, Batman enfrenta o vilão Onomatopeia, que é natural de Star City, lar do Arqueiro Verde. Esse cara tem como única motivação caçar e assassinar super-heróis sem poderes. Tudo bem que o personagem não tem o carisma de outros vilões do Batman, mas, daria uma boa história na mão de um bom escritor.

Mas Kevin Smith, que não é ruim, preferiu continuar no lugar comum e incluir mais uma vez o Coringa e aquela problemática de que ele seria a outra metade da moeda do Batman. Colocando de novo aqueles diálogos de “você não vive sem mim e nem eu sem você”. Não inovou em absolutamente nada.

Além disso, peca por conter em exagero aquele humor com apelo sexual. No final das contas, essa edição especial (lançada em três edições nos EUA), poderia ter sido publicada como um arco qualquer dentro de qualquer revista mensal do Batman.

Não gosto do Kevin Smith como diretor e roteirista de filmes, acho suas produções um saco. Mas como minha opinião não vale de nada no mundo do entretenimento, este cara é supervalorizado por esses filmes e tratado como gênio por alguns nerds. Repito, o roteiro não é ruim, só é comum demais para tanto alarde.

Crítica: X-Men e Homem-Aranha

30 de Outubro de 2009 por Pedro Cardoso

Kraven

A ideia parecia boa, colocar dois ícones da Marvel em uma minisserie, e mostrar como as vidas dos integrantes dos X-Men e do Homem-Aranha estariam interligadas ao longo da vida. Mas o que eu li, não me agradou. As revistas foram lançadas em duas edições (agosto e setembro de 2009), pela Panini Comics, com o preço de R$ 6,50 cada.

A minisserie mostra vários encontros desses personagens, desde a primeira turma dos X-Men até os dias atuais. O fio condutor desta trama são as tramoias de Sinistro, com a ajuda de Kraven (para quem não conhece, o carinha da imagem acima).

Essa boa premissa foi detonada por um roteiro fraco de Christos Cage. A cada passagem de tempo, havia um novo encontro onde tudo que acontecia era a descoberta de uma nova pista da grande trama de Sinistro, rápido diálogo entre os personagens para decidir o que fazer e a aparição de algum vilão para caírem na porrada, como Blob ou Carnificina. Isso em looping até o fim da revista.

A arte de Mario Alberti também não me agrada, parece que é feita correndo, com pressa. A colorização também não ajudou no resultado final, pois deixou alguns quadros tão escuros que é difícil entender a cena. Aí eu não sei dizer se a culpa é da arte original ou da gráfica aqui no Brasil.

Pelo menos fica o saudosismo ao revermos uniformes clássicos dessa galera, e revisitarmos épocas quando as histórias em quadrinhos eram mais inocentes e menos complicada de se acompanhar. E quando digo “complicada”, não falo nos roteiros, mas sim nas inúmeras revistas caça-níquel que são lançadas para contar apenas uma história.

Bom, caso queira comprá-la assim mesmo, você pode encontrá-la facilmente em sebos, lojas especializadas ou até mesmo em algumas bancas de revistas do Rio de Janeiro e São Paulo (não sei nas outras cidades). E você que já leu, o que achou?

Nona temporada de Buffy também em quadrinhos

28 de Setembro de 2009 por Pedro Cardoso

Buffy em HQ

A exemplo da oitava temporada de Buffy: A Caça-Vampiros, Joss Whedon confirmou que veremos a nona também em quadrinhos, pela editora Dark Horse. Mas isso está longe de acontecer, pois a oitava temporada ainda está no número 28 nos EUA, e ela se encerra na edição 40.

No Brasil, a Panini Comics começou a publicar a oitava temporada de Buffy a pouco tempo, mas em uma mini-série de 5 edições que contempla as 10 primeiras originais. Agora em setembro, chegou às bancas a terceira edição. As revistas são publicadas em formato americano, com 52 páginas, papel Pisa-brite, pelo preço de R$ 6,00 (distribuição setorizada).

A Buffy é um bom exemplo de transmídia (que foi tema do Descolagem #4). Simplificando, este é um termo moderno que designa quando uma obra começa em uma determinada mídia e prossegue em outra, mantendo a mesma experiência, sem perder qualidade. Para quem não acompanhou, a caça-vampiros teve sete temporadas na TV, e a continuação no mundo dos quadrinhos mateve a fidelidade nas tramas. Li a primeira edição e recomendo.

Atualização: Estou em mãos com a edição número 3 e não há nenhuma indicação de que seja uma mini-série. Ou seja, virou uma série mensal sem nenhuma explicação da Panini para com os seus leitores. Ser transparente não é o forte dessa empresa mesmo.

Entrei no site deles, procurei e não encontrei nada. Nem tentei entrar em contato com a assessoria, pois eles simplesmente ignoram os blogs. Enfim, mesmo eles mudando as regras depois do jogo começado, é bom saber que não teremos apenas as 10 primeiras edições americanas. Será?

Via: Omelete

Crítica: Homem-Aranha 93

25 de Setembro de 2009 por Pedro Cardoso

Homem-Aranha 93

Eu fui um dos que não gostou das mudanças feitas no universo do Homem-Aranha após a saga “Um Novo Dia”, sempre com a fixa ideia de que os personagens precisam amadurecer e evoluir (e não retroceder), mas preciso admitir, mais uma vez, que as histórias atuais estão de acordo com o espírito deste super-herói. Na edição 93 (setembro, 100 páginas, R$7,50) a Panini Comics caprichou no mix e incluiu apenas o que interessa.

A revista conta com 3 edições de “Amazing Spider-Man” (569-571) onde vemos Norman Osborn e seus Thunderbolts infernizando a vida de Peter Parker, mas claro, sem o confronto direto com o Cabeça de Teia como a capa sugere, para vender mais. Na verdade, vemos sim um “quebra-pau” do Aranha contra o Venom (agora tendo o Mac Gargan, ex-Escorpião, como hospedeiro). Também presenciamos a origem do totalmente desnecessário Anti-Venom, que também se envolve na briga.

Para terminar, a revista vem com a última parte do arco que mostra a Loteria lutando contra o Super Skrull em Nova York. Diferente do Super Skrull original, que possuia os poderes do Quarteto Fantástico, este tem uma soma das habilidades do Sexteto Sinistro, tradicional grupo de vilões inimigos do Homem-Aranha. Esta história foi originalmente publicada em “Secret Invasion: Spider-Man #3″.

Recomendo esta revista, se você curte as boas histórias de Peter Parker, os desenhos de John Romita Jr. e, principalmente, pelo fato de não ter outros personagens que nada tem a ver com o universo do Aranha. Mas os roteiros, escritos por Dan Slott, não são nada extraordinário, pelo contrário, beira a mediocridade. E bom para passar o tempo.

Panini lança selo Vertigo e Wildstorm

22 de Agosto de 2009 por Pedro Cardoso

Fabulas

Desde que a Pixel Media rompeu com a DC Comics, o selo adulto da editora ficou sem casa aqui no Brasil. Mas foi anunciado nesta sexta-feira (21), no blog da revista Wizmania, da Panini Comics, que a filial brasileira da editora italiana também pegou os direitos de publicação dos selos Vertigo, que já passou na mão de todo mundo e da Wildstorm, que nunca teve um bom destaque em terras tupiniquins.

De cara, três publicações já estão na alça de mira. Será lançado um encadernado com os cinco primeiros números de “Y: O Último Homem”, obra-prima (opinião minha) do roteirista Brian K. Vaughan e da artista Pia Guerra. Eu não terminei de ler essa saga, mas posso afirmar sem medo que é uma das melhores histórias em quadrinhos que eu já li.

Seguindo, a Panini já anunciou também Vertigo #1, primeira edição de uma revista mensal que receberá os principais personagens atuais que estão saindo periodicamente nos EUA, como Northlanders, Sandman Presents: The Thessaliad, Scalped, Lugar Nenhum e o famoso Hellblazer.

A terceira revista já confirmada é ZDM Terra de Ninguém (edição especial de luxo), que tem a seguinte sinopse: “Um conto de guerra e esperança agonizante, contado pelos olhos de um jornalista jogado no epicentro de uma nova guerra civil nos EUA”. Os roteiros são de Brian Wood, com arte de Riccardo Burchiell.

A Panini Comics do Brasil promete que esses lançamentos estarão na XIV Bienal do Livro, que acontece entre os dias 10 e 20 de setembro, no Rio Centro. Mas estarão à venda apenas em outubro. E ainda para 2009, a editora promete outros lançamentos como Ex Machina, Frequência Global, Fábulas e Preacher (a partir do Vol. 7).

Todas essas novidades você pode acompanhar pelo hotsite da Wildstorm e da Vertigo, ou pelos perfis de Twitter @boletimpanini e @panini_vertigo. Boas notícias, não? Agora só falta a distinta empresa cumprir com os prazos e praticar preços justos.

Crítica: Batman 80

12 de Agosto de 2009 por Pedro Cardoso

Batman 80

No melhor estilo Panini Comics de trabalhar, a revista Batman #80 (julho de 2009) inicia aqui no Brasil a saga “Descanse em Paz”, mas vem junta com outras histórias que não queremos ler. Mas enfim, finalmente tem início a saga que vai “matar” (entre aspas mesmo) Bruce Wayne, com a história publicada originalmente em Batman #676 (junho 2008 nos EUA).

Escrito por Grant Morrison e desenhado por Tony Daniel, a história “Meia Noite na Casa da Dor” mostra o início dos trabalhos, nada muito empolgante. Na trama, Batman se mostra obcecado por investigar uma misteriosa organização chamada Luva Negra, e esta mesma organização recrutando vilões antes de atacar o Morcegão.

A história esquenta já no número seguinte, e vai sendo bem construída até o polêmico desfecho, que vai gerar todas as mudanças na linha Batman que aconteceu lá fora, como a “Batalha pelo Manto” e tudo mais. As capas são do mestre Alex Ross.

Sei que estou atrasado com essa resenha, pois a edição de número 81 já é vendida em São Paulo (onde sempre chega primeiro), mas não podia deixar de fazer esse registro.

As outras histórias do mix são desfechos para arcos de Detective Comics, onde mostra como a Ventriloquista começou a parceria com o Scarface, Asa Noturna e continuação para um arco da Mulher Gato. Sendo os dois últimos totalmente dispensáveis.