Crítica: Novos Titãs 41
23 de November de 2007 por Pedro Cardoso
Quando comecei a ler o arco “Volta ao Mundo”, na edição “Novos Titãs” número 39, pensei: “pela enésima vez um traidor nos Titãs, e eles nem vão contextualizar com as outras traições já ocorridas”. Engano meu. Logo na primeira página de Novo Titãs 41, lançado pela Panini Comics, Geoff Johns nos situa no repertório de traições que a equipe sofreu, desde a Terra, no começo da carreira dos jovens heróis. De todo modo, isso não exclui o fato de que esse argumento está batido demais, e já deveria estar aposentado.
[SPOILER] E o pior, a traidora é a desconhecida Granada, a cópia mirim (e mais arrogante ainda) do Capitão Átomo. Nem vimos a dita cuja na equipe tempo suficiente para sentir-mos raiva, pois ela fez parte dos Titãs no ano pulado da DC Comics. E Jericó está de volta à equipe. Esse sim um traidor clássico, que marcou época.[/SPOILER]
Os Renegados continuam com histórias bem fracas. Tanto é que nos EUA reformularam o grupo e deram o argumento de que o Batman sempre foi o patrocinador da equipe. A revista lá se chama “Batman e os Renegados”. Tentativa de salvar uma equipe que começou com um bom argumento, mas se perdeu nos sucessivos devaneios que acometem os escritores da DC. Quem aguenta isso? Novamente um clone do Super-Homem? Na DC é assim, sempre que é preciso alavancar as vendas de uma revista, eles metem o Homem de Aço no meio. Estratégia que a Marvel adota com o Wolverine. Bola pra frente.
Por incrível que pareça a melhor leitura deste mix é a do Robin. Tenho certeza que o pessoal dos Melhores do Mundo vai me xingar quando ler isso (se lerem). Mas Adam Beechen construiu uma trama leve, com um bom ritmo e um argumento até interessante. Os desenhos de Freddie E. Williams II não comprometem. Pelo contrário, combinam muito bem com a proposta da revista. E esse Dodge é chato pra caramba hein?
Birds of Prey? Não li, passei para a revista seguinte.








