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DC vira Marvel e a Marvel vira DC

30 de November de 2007 por Pedro Cardoso

Marvel

Na TV nada se cria, tudo se copia. Já dizia Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Nos quadrinhos essa realidade não é diferente. As duas maiores editoras de quadrinhos do EUA, Marvel e DC, sempre se inspiraram uma na outra.

Perceba. Recentemente a DC lançou nos EUA, pós-saga 52, a nova revista de Booster Gold (conhecido aqui como o Gladiador Dourado). Nesta HQ mensal, Michael Carter viaja no tempo pelas principais história do passado da editora tentando consertar o que está errado, para manter a linha temporal nos eixos. Alguém gritou Exilados (Exiles) aí?

E os Thunderbolts da Guerra Civil? Nada mais é que uma cópia do consagrado Esquadrão Suicida. Super-vilões recrutados pelo Governo Federal para realizar o trabalho sujo que nenhum herói toparia. Todos nós já ouvimos isto antes.

Para terminar o show de “coincidências”. Vocês já perceberam como a Marvel está se perdendo no grande número de Terras ou universos paralelos. É claro que nada supera a absurda idéia de ter 52 versões do nosso planeta, como a DC Comics. Mas a Casa das Idéias está chegando bem perto. Pois vejamos, já temos o universo 616 (o principal), o universo zumbi, o universo ultimate, o universo do Poder Supremo, e outros. Como bem lembrou o Willian do Zine Acesso.

Até que ponto essas similaridades irão? Não sabemos. De qualquer maneira, as características que distinguem uma editora da outra estão cada vez menores.

Crítica: Guerra Civil 5

20 de November de 2007 por Pedro Cardoso

Guerra Civil Marvel

Após a brutal morte de Bill Foster, o Golias, o clima fica definitivamente pesado na comunidade de super-heróis. Alguns personagens começam a mudar de lado em Guerra Civil número 5. Com isso, o grupo de rebeldes liderados pelo Capitão América ganha fortes aliados com a entrada de Homem-Aranha, Sue Richards e o Tocha Humana.

Ocorre também nessa edição a primeira missão dos Thunderbolts (com entrada de vilões de verdade, não os buchas de costume) como uma nova arma do governo norte-americano na implementação da lei pró-registro. O que provocou um interessante paradoxo. Onde temos vilões do lado da lei e heróis contra. É por essas ousadias, esse lado mais realístico e adulto de se contar uma história, que eu prefiro a Marvel Comics.

Ah, Destaque para o conflito ideológico entre o Capitão América e o Justiceiro. Valeu a edição.

Para finalizar, quero mais uma vez parabenizar Mark Millar (roteiro) e Steve McNiven (lápis) por mais essa obra-prima. E agradecer a Marvel pelo fato de não termos de comprar inúmeras edições (tie-ins), de vários personagens, para podermos entender a trama principal (como as várias crises da DC). Essa nova política da Casa da Idéias tem que ser louvada.

Crítica: Guerra Civil 3

25 de September de 2007 por Pedro Cardoso

Guerra Civil Marvel

A Guerra Civil continua e a tensão aumenta a cada dia. E nesta terceira edição, explode o confronto entre as duas facções de heróis, incluindo uma briga épica entre o Homem de Ferro e o Capitão América (que levou a pior). Acredite amigos, muito do que vai acontecer ainda nesta saga, vai repercutir durante muito tempo no Universo Marvel.

A revista começa como terminou a anterior, com o Homem-Aranha revelando para o mundo a sua verdadeira identidade. Enquanto isso, seguindo pelo submundo, Capitão América, Hércules, Demolidor e Golias criam disfarces civis para seguirem agindo em defesa de seus ideais, protegendo quem precisa, enquanto se escondem da Shield e do grupo de heróis liderados pelo Tony Stark.

Esta edição também contempla o primeiro “quebra” entre o Homem de Ferro e o Capitão América, que levou a pior, numa batalha épica que vai entrar para história do Universo Marvel. Acreditem em mim, estas edições de Guerra Civil não redefinir tudo que conhecemos do mundo desses heróis, com repercussões dramáticas durante os próximos anos.

Para finalizar, só tenho a agradecer a Mark Millar (roteiro) e Steve McNiven (lápis) por mais essa obra-prima. E parabenizar a Marvel pelo fato de não termos de comprar inúmeras edições, de vários personagens, para podermos entender a trama principal. Essa nova política da Casa da Idéias tem que ser louvada. Veredito: Só não compra quem for DCnete.

Crítica: Marvel Millennium Homem de Ferro 1

30 de May de 2007 por Pedro Cardoso

Homem de Ferro

A Panini Comics Brasil lançou, neste mês de maio, a primeira edição de “Marvel Millennium: Homem de Ferro“, que compreende a duas primeiras edições do original Ultimate Iron Man 1 e 2. Nesta primeira edição, Orson Scott Card (texto) e Andy Kubert (desenho), nos mostram a origem de Tony Stark, desde antes de sua concepção, até os seus quatro anos de idade.

Na estória, o seu pai, Howard Stark, desenvolve uma espécie de bioarmadura baseada em um composto formado por um tipo de vírus. E depois que sua mãe (já grávida) é infectada durante a pesquisa, Tony Stark nasce com todas as facilidades e algumas restrições imposta pelos tais vírus. Além disso, nasce com a maior inteligência do planeta.

Sinceramente, achei que foi criado um enredo muito louco para uma coisa simples, explicar a origem do Homem de Ferro. Vale pela originalidade do roteiro. Mas não acompanha a qualidade que já virou padrão nas revistas do Universo Ultimate, já consagrado por suas versões de X-Men, Homem-Aranha, Vingadores e Quarteto Fantástico.

Veredito: Compre somente se você quiser ter completa a sua coleção das revistas Millennium. Ou se você for fã de Andy Kubert.

Crítica: Universo Marvel 22

3 de May de 2007 por Pedro Cardoso

Universo Marvel

Como sou muito teimoso, sigo comprando a revista Universo Marvel, da Panini Comics. A revista circula mensalmente pelo preço de R$ 6,90 e vem com as estórias de Hulk, Quarteto Fantástico e Novos Thunderbolts, não necessariamente nesta ordem.

Quarteto Fantástico foi mais uma vez meia-boca, valeu pelo clássico “encontro” entre Coisa e Hulk. A situação melhora a partir da próxima edição, quando todo o Universo Marvel ruma para a Guerra Civil (Civil War), aí sim vai valer a pena comprar, não só essa, mas todas as revistas Marvel. Haja dinheiro.

Mas voltando a edição 22, O Novos Thunderbolts seguem com roteiros muito fracos, e nem a presença dos Novos Vingadores puderam salvar essa páginas. Sorte nossa que este grupo será totalmente reformulado, como já foi largamente anunciado nos sites especializados (este link contém SPOILER para algumas pessoas).

Concluindo a revista, tem o Hulk enfrentando problemas com uma estação espacial da SHIELD. O Verdão chegou lá a pedido de Nick Fury, sob o argumento de que o artefato era uma perigosa arma da Hidra. Tudo não passou de uma mentira, que na edição número 39 de Novos Vingadores, lançado em abril, vimos que o grupo Illuminati (formado por Reed Richards, Tony Stark, Dr. Estranho e Raio Negro) aproveitou a oportunidade para isolar o Hulk no espaço, longe da Terra, como uma solução definitiva para a ameaça que ele representa. Isso tudo irá culminar na saga “Planeta Hulk”, em junho.

Veredito: Como havia comentado na resenha da edição 21, só compre se você for muito fã desses personagens.

Editoras de quadrinhos sofrem no Brasil

23 de April de 2007 por Pedro Cardoso

Superman voando

Não achei título melhor, e o provisório virou definitivo. Lendo o excelente review sobre a revista, ‘Justiceiro Massacra a Universo’ Marvel, no site Zine Acesso, eu pensei “ora, eu tenho essa revista”. E lá fui eu atrás dela nas minhas gavetas. Olhando a revista, vi que ela saiu aqui no Brasil pela editora Pandora Books. Curioso, fui procurar na minha coleção outras editoras que tentaram a sorte no incostante (para não dizer fraco) mercado consumidor de quadrinhos no Brasil.

Magnum Force – Aposto que poucos conheciam essa. Era a divisão de quadrinhos da editora Magnum (!?). Tenho três revista dessa obscura editora, todas do Hitman. Ela ainda lançou no Brasil as revistas do Espectro, Starman, Os Invisíveis ( da linha Vertigo), todos da DC Comics.

Metal Pesado – O carro chefe dessa editora era a revista Heavy Metal americana, mas também publicava estórias como Hellblazer e Preacher. Aliás, essa editoras investiram muito nos quadrinhos da Vertigo, sempre com a boa intensão de ser uma alternativa adulta para o que era lançada pela Abril na época. Depois de um tempo a Metal Pesado mudou de nome para Tudo em Quadrinhos.

Brainstore – A equipe que comandou essa editora, no início dos anos 2000, é a mesma da Tudo em Quadrinhos, mas não sei afirmar se trata-se de mais uma mudança de nome, ou uma nova empreitada. Preciso pesquisar. Bom, pelo menos as revistas eram as mesmas, com o acréscimo de Transmetropolitan, Sandman, Monstro do Pântano entre outros.

Só para lembrar, estou falando sobre as editoras, que por motivos que não vem ao caso debater, passaram como um relâmpago pelo nosso mercado. Porém, deixou ótimas revistas nas nossas coleções. Por isso não cito Abril, Ebal, RGE, e hoje Panini, que são empresas que têm, ou tiveram, largo sucesso no Brasil.

Caso alguém lembre de alguma editora que eu tenha esquecido, por favor, mandem um comentário. Mas não vale as que ainda existem, como Devir, Opera Graphica, Conrad, Via Lettera, Mythos, Pixel Media e HQM Editora.

Crítica: Marvel Millennium Homem-Aranha 63

15 de April de 2007 por Pedro Cardoso

Ultimate Spider-man

Sem dúvida, a melhor revista Marvel publicada pela Panini. Aliás, falo isso desde a primeira edição. O ritmo de Homem-Aranha e X-Men não caem nunca. Nesta edição não podemos contar com a presença dos Supremos, que volta na próxima.

O Peter Parker terminar sua luta com o Abutre Ultimate. Próxima edição o Homem-Aranha e sua namorada x-woman, Kitty Pride, encontram o Deadpool deste universo.

A história dos X-Men é surpreendente, principalmente a maneira como Robert Kirkman (um dos melhores roteirista da atualidade) explica o surgimento da Fênix no Universo Ultimate, imperdível. Destaque também para a arte de Tom Raney. Tem gente que não gosta, mas já admiro o trabalho do cara desde os tempos de Renegados, da DC Comics.

O Quarteto Fantástico desta realidade conta com um dos mais incríveis desenhistas da atualidade, Greg Land. É aquele tipo de artista que faz você ler uma revista mesmo se a história não for muito boa. O que não é o caso da família mais famosa da Marvel, que é roteirizada pelo excelente Mark Millar. Nesta edição começa um arco (em três partes) chamada “Presidente Thor”, que, se bem explorada, tem tudo para render boa diversão para os leitores nos próximos números. Vamos conferir, confio no Millar.

Veredito: Se você sabe ler, compre essa revista. Se você não sabe, compre e peça alguém para ler para você.

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