Crítica: O Dia em que a Terra Parou
9 de January de 2009 por Pedro Cardoso
A releitura do clássico O Dia em que a Terra Parou, de 1951, surpreende por ser um filme enxuto, bem acabado e que te deixa na tensão o tempo todo, sem nunca saber o que vai acontecer em seguida, qual será o próximo passo do enredo. É claro que o final é o básico, mas poucos ousam em fazer diferente.
A película começa com o alienígena Klaatu chegando à Terra em uma grande esfera, e parte dos maiores cientistas dos EUA sendo chamados para interceptar e estudar o objeto, até então não identificado, que vem em rota de colisão com Nova York (lógico). No meio dessa galera está a Dra. Helen Benson, que é interpretada pela sempre linda Jennifer Connelly.
Klaatu chega aqui para dizer que a humanidade está matando o planeta (Al Gore tinha razão), e tentar negociar uma forma de que a mesma mude o seu estilo de vida, para que a Terra sobreviva. É claro que no alto de sua arrogância bélica os Estados Unidos atiram primeiro e perguntam depois, colocando tudo a perder. Vendo que não tem como argumentar com esse raça subdesenvolvida (estou falando de todos os seres-humanos), vendo o lado mesquinho, violento e degradante de nós, Klaatu inicia um processo que, bom, é melhor você ver o filme.

Keanu Reeves fez tão bem o papel do alienígena Klaatu, super evoluído e sem emoções, que parece mais robótico do que o seu robô gigante, que aliás aparece muito no filme e tem um papel decisivo na trama. Muito maior do que o ator Robert Knepper (Prison Break, Carga Explosiva 3), que é excelente, mas que aparece apenas como um coronel sem nome, e sem idéias para destruir o tal robozão.
Falando em interpretação, o jovenzinho Jaden Smith (filho de Will Smith) mostra que realmente é um garoto prodígio quando se trata de cinema, porém o seu personagem (Jacob Benson, enteado de Helen), é chato pra dedéu, amigo!
Ainda falando do Gort (assim era chamado o robô gigante no filme de 1951), achei que, com a qualidade técnica atual, ele poderia ser melhor acabado e ter movimentos mais naturais, vide o que foi feito em Transformers, por exemplo. Faltou verba para a Fox?
A elaboração do novo roteiro ficou por conta de David Scarpa, enquanto a direção é de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose). Kathy Bates (eu a vejo e só consigo lembrar de Louca Obsessão), Kyle Chandler e John Cleese também estão no elenco.
Depois disso tudo, só posso dizer que “O Dia em que a Terra Parou” é um filme que eu recomendo. Finalmente a digníssima 20th Century Fox acertou a mão depois de vários filmes ruins. Penso apenas que poderiam ter trabalhado mais a trama, incluindo o desfecho. Muitos vão dizer que é o tamanho ideal para um longa, que teve bem limitado o seu começo, meio e fim, mas eu achei curto e queria mais.










