Crítica: Os Mercenários
14 de August de 2010 por Pedro Cardoso
O filme “Os Mercenários” estreou nesta sexta-feira, 13 de agosto, trazendo para 2010 uma ode aos filmes de ação dos anos 80. Tudo que você precisa para se divertir em um filme pipocão você encontra aqui: roteiro medíocre, violência, alívios cômicos e brucutus.
Antes de continuarmos, leia a sinopse oficial: “Um grupo de mercenários, classificados como dispensáveis, tem por missão combater um ditador na América Latina. Juntos eles possuem uma marca, a tatuagem, ‘The Expendables’”.
E o filme é isso mesmo, com toda a sua simplicidade cativante, sem subtrama, sem reviravolta, sem nada complicado. Apenas um bom motivo para colocar os maiores atores de filmes de ação das décadas passadas em uma produção com muito tiro explosão, tiro na cara a facada no peito. Tem até o Gary Daniels, que estrelou em torno de 288 filmes de kickboxer que a Band adorava entulhar na sua grade de programação.
Como todo filme do Stallone, neste não poderia faltar sentimento e redenção, apesar de toda a adrenalina testosterona envolvida. E apesar de tudo isso que escrevi antes, os personagens não são tão rasos assim, e você consegue notar rapidamente, em poucos diálogos, as características que os definem e os distinguem uns dos outros. Neste quesito, todos os atores cumprem o seu papel, incluindo a belíssima Gisele Itié.

Um dos pontos positivos desse filme é que ele não tenta ser o que não é. Os chamados mercenários e seus inimigos não usam tecnologia avançada de geolocalização, veículos modernos e outras traquitanas. Não, aqui a situação é resolvida da forma mais old school que o cinema de ação pode apresentar, com armas rústicas para sujeitos idens. Sem frescura.
Os Mercenários é o típico filme que você deve ir com os amigos, para se divertir, vibrar e rir em alguns momentos. Compre aquela pipoca afogada na manteiga e divirta-se.










