Top-10: As piores decisões editoriais das HQs – parte 1
22 de October de 2008 por Pedro Cardoso
As histórias em quadrinhos estão em alta, as graphic novels estão sendo idolatradas pela indústria do entretenimento, filmes e mais filmes estão sendo feitos com os personagens da nona arte. Mas é claro, assim como em qualquer indústria, ela também comete erros, vários por sinal. Conheça então o Top-10 com as piores decisões editoriais da história das HQs, segundo o Receita do Sucesso.
Isso pode ser traduzido também como os piores fiascos, os maiores erros de todos os tempos. Chame como quiser. Descarreguei nessas linhas toda a minha raiva e frustração acumulada nesses 16 anos que leio quadrinhos. Portanto, o texto ficou imenso e teve que ser dividido em dois posts. Vale lembrar que você tem todo o direito de discordar com o que está escrito aqui. Porém, por que ao invés de xingar o Pedro Cardoso aqui, não faça sua própria lista?
10. Carnificina, Mulher-Venom, Anti-Venom e outros – A criação do Venom eu até entendo, pois o Homem-Aranha precisava de um personagem que fosse a sua antítese. Pegaram um cara que estava motivado (Eddie Brock) e que só tinha como objetivo na vida a derrocada de Peter Parker. Mas depois o universo do Aranha virou a “casa da mãe Joana”. Vários e vários personagens foram sodomizados pela criatura alienígena ao longo dos tempos. O resultado você já sabe.
09. Saga dos Clones – O personagem mais popular da Marvel Comics também é o que passa mais “perrengue” na mão dos escritores e editores estadunidenses. Nesta saga, o Parker que conhecíamos não era o Parker, quem não era passou a ser o verdadeiro, depois voltou tudo como era antes. Sem falar que metade do universo do Aranha era clone dele mesmo. É muita confusão, como diria o locutor da Sessão da Tarde.
08. Qualquer crossovers entre editoras – Tinha uma época, lá pelos anos 90, que era comum ter crossovers entre os personagens das editoras de quadrinhos dos EUA. Isso é a maior “forçação de barra” que existe. Pois é sempre a mesma coisa, pega o principal vilão de cada super-herói, e coloca os quatros para brigar. Isso nos rendeu pérolas como “Homem-Aranha e Backlash”, “Homem-Aranha e Badrock”, “Badrock e Wolverine” e ainda “X-Force vs Youngblood”, entre outros. É claro que não poderia deixar de fora os vários encontros Marvel x DC e a ridícula Amálgama, onde os heróis se mesclaram.
07. Morte e ressurreição – Esse tipo de recurso para vender HQ geralmente me irrita profundamente. Pois sempre é feita de forma bem forçada, visando apenas o lucro mesmo. Muitos autores simplesmente ignoram o que outros já escreveram anteriormente para “voltar” com um personagem. A última grande bizarrice é a volta do Barry Allen (The Flash original).
06. Novos uniformes que não vingaram – As HQs possivelmente é o ramo do entretenimento que mais sobre altos e baixos. Há uma teoria de que década sim, década não, há uma crise nas vendas. Um dos recursos mais utilizados para alavancar novamente as vendas, além do “morte e ressurreição” é a mudança radical na concepão do uniforme. Me lembro de dois que foram ridículos, o do Batman/Azrael, quando Bruce Wayne esteve aleijado e do Demolidor, ambas futuristas, cheias de sacanagem, mas que duraram pouco tempo. O Homem-Aranha também é mestre nesta categoria, mas se eu citá-lo, vão achar que estou de perseguição.













