Ediouro rescinde contrato com a DC Comics

27 de April de 2009 por Pedro Cardoso

Y o ultimo homem

Mais uma vez os fãs de quadrinhos no Brasil ficarão órfãos de bom material nas lojas e bancas de revistas. Entra editora e sai editora e a situação não muda. Desta vez, foi a vez da Ediouro, através do seu diretor-geral Luis Fernando Pedroso, anunciar o fim do contrato com a DC Comics. E assim, as séries continuam começando e nunca terminando. De promessa já estamos cheios.

Segundo a nota oficial: “A Pixel não acabou. Ela virou um selo especializado em quadrinhos da Ediouro, mas não lançará mais títulos da DC”. Mas, de qualquer maneira, estão canceladas excelentes publicações como Pixel Magazine e Fábulas Pixel, que traziam material do selo Vertigo, como Fables e Y: O Último Homem (Y: The Last Man), que para mim, é uma das histórias mais bem narradas de todos os tempos (e nisso estou incluindo séries de TV e tudo mais). Leia um artigo que escrevi para o E-Zone sobre ela.

O que mais me irrita do que a incompetência dessas editoras e suas iniciativas de lançar material de quadrinhos em Terra Brasilis, é que elas não aprendem nada com os fracassos anteriores, como Metal Pesado, Brainstorm, Magnum Force entre outras tantas. É lamentável ver séries de excelente qualidade como Preacher, que já foi publicada por 4 editoras diferentes no Brasil, mas nunca teve o seu final disponibilizado em português.

Ah, esqueça também ler séries como 100 Balas e The Authority em português, por um bom tempo. Mas, pelos menos a Ediouro/Pixel continuará publicando o eterno Spawn (da Image), cujo contrato foi renovado recentemente. Se isso lhe serve de consolo.

Via: Universo HQ

Promoção: As Aventuras da Blitz

24 de March de 2009 por Pedro Cardoso

As Aventuras da Blitz

A Ediouro disponibilizou para o Receita do Sucesso um livro para ser sorteado entre os leitores deste blog. Portanto, o sortudo que vencer, levará para a casa “As Aventuras da Blitz“, que foi lançado em 2009.

O livro conta a história da banda de pop-rock-alguma-coisa que fez sucesso no Brasil na década de 1980. “As Aventuras da Blitz” foi escrito por Rodrigo Rodrigues, tem 306 páginas e é recheado de fotos de época, incluindo capas dos álbuns e ingressos de shows. Tudo isso num formato consagrado pelos famosos almanaques da editora.

Se você quiser ganhar 1 (um) exemplar do livro, basta ser o primeiro a responder nos comentários deste post, qual o nome do segundo LP que a Blitz lançou, e qual foi o ano desse lançamento. Ah, é claro que parentes e colaboradores da Indústria Pedro Cardoso de Entretenimento não poderão participar da promoção.

Obviamente, quem assina o RSS do Receita do Sucesso tem mais chances de ganhar. Portanto, se você não ganhou desta vez, assine e fique ligado nas próximas promoções. Sem #mimimi.

Crítica: Almanaque do Rock

22 de August de 2008 por Pedro Cardoso

No livro “Almanaque do Rock”, da Ediouro, Kid Vinil reuniu uma coletânea de informações históricas sobre o ritmo mais festejado e que mais movimentou multidões ao redor do mundo, durante décadas. Tudo isso organizado cronologicamente, com cada capítulo representando uma década, dos anos de 1950 até os anos 2000. Lá no início com Cuck Berry e Little Richards até os recentes sucessos de Pitty e Cachorro Grande, passando pelo heavy metal de Iron Maiden.
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E em cada momento onde um novo estilo é apresentando, as bandas que mais se destacaram nessa época também são apresentadas individualmente, assim como os mais importantes acontecimentos, como um famoso programa de rádio, um show, um movimento local. Com isso tudo, o “Almanaque do Rock” tornou-se uma excelente fonte de consulta para os fãs do tema.

Confesso que descobri uma série de estilos dentro do rock (que aliás, é absurdamente abrangente) que eu não fazia idéia que existiam, ou sabia, mas não conhecia a denominação correta.

Todas essas informações são mostradas em textos curtos sem nenhuma (ou pouca) conexão entre eles, recheado com muita informação e toneladas de referências discográficas. Creio que o autor poderia ter feito um texto mais “palatável”, com mais informações de bastidores por exemplo. Mas nada disso atrapalha o resultado final do livro. Afinal, é um almanaque, e nisso, cumpre a sua proposta muito bem.

A minha crítica negativa fica por conta da falta de um índice remissivo que facilite a nossa busca por um cantor, uma banda, um estilo específico.

Enfim, se você já está acostumado e curte os almanaques da Ediouro, esse será mais um bom acréscimo à sua coleção. E se você curte rock, este é um bom livro para saber como tudo começou e se desenvolveu durante todos esses anos. Recomendo.

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