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Crítica: Distrito 9

15 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Distrito 9

Quando anunciaram “Distrito 9″ (District 9) e começaram a surgir os primeiros trailers, criou-se uma expectativa enorme em cima dele, inclusive em mim. Mas vou te falar, antes mesmo de iniciar essa crítica, que o filme não me agradou. Assista ao trailer.

Vou explicar porque, mas antes, leia a sinopse oficial: “Os alienígenas chegam à Terra como refugiados e se instalam em uma área da África do Sul, o “Distrito 9″, enquanto os humanos decidem o que fazer com eles. A Multi-National United (MNU) é uma empresa contratada para controlar os alienígenas e mantê-los em campos de concentração e deseja receber imensos lucros para fabricar armas que tenham como “matéria-prima” as defesas naturais dos extraterrestres”.

Quando escrevi o post dos filmes mais aguardados do segundo semestre de 2009, apontei este como um dos mais esperados por mim, inclusive, selecionando uma imagem de divulgação dele para ilustrar o artigo. Que decepção.

O filme sempre foi apresentado como um documentário “fake”, o que é uma maneira bem interessante de contar uma ficção científica. E é assim que ele começa, tentando mostrar uma perspectiva bem real do que aconteceria numa situação dessa. Porém, logo aparece o personagem principal Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) que, todo atrapalhado, dá um toque de humor à tensão política e social apresentada na trama. Então você pensa por alguns minutos: “bacana, vai ser um filme com momentos de humor, leve”.

Distrito 9

De repente, “Distrito 9″ toma a forma de uma ficção científica ordinária, e o tom sério enfim toma conta da projeção. Seguindo em frente, o filme toma outra forma, de uma ação desenfreada, até chegar a níveis absurdos (foi a melhor definição que achei), no seu clímax.

No fim, parece que “lembraram” da proposta de ser um “documentário” e retomaram essa narrativa nos minutos finais, para terminar o filme sem nenhum sentido. E quando falo sem nenhum sentido, não é apenas aquela estratégia muito usada para deixar margem a uma continuação. Ele termina de forma escrota, mesmo.

Concluindo, é um filme que não se decidiu sobre a forma que  ele queria ser apresentado. Eles pegaram uma premissa super inteligente, envolvendo questões como apartheid e tudo mais, para em seguida transformar tudo num sci-fi pervertido e insano. Tenho certeza que eu iria gostar dele, se eles tivessem escolhido apenas um dos elementos do filme e implementado do começo ao fim, seja a ação, o “documentário”, ou até mesmo o humor. Mas como ficou tudo junto e misturado, não recomendo.

Crítica: Superman e Batman – Inimigos Públicos

1 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Superman e Batman

A Warner acertou mais uma vez ao lançar o DVD (ou Blu-ray se você preferir) da animação “Superman e Batman – Inimigos Públicos”. De novo, a exemplo de outros produtos como “Lanterna Verde: Primeiro Vôo” ou “A Morte do Superman”, eles acertaram ao fazer uma animação que consegue agradar quem é fã e quem não é, sem ser muito infantil.

Antes de tudo, vale dizer que, na trama, um asteroide de kriptonita está em rota de colisão com o planeta Terra. É claro, Lex Luthor (como presidente dos EUA) aproveita a oportunidade para culpar o Superman, e com isso, colocar vários heróis e vilões em seu encalço (oferecendo uma recompensa de US$ 1 bilhão). Batman se junta ao seu amigo para tentar deter o asteroide, os inimigos e os planos maléficos do empresário malucão.

Essa história é baseada no arco de mesmo nome, publicado nos quadrinhos por Jeph Loeb (escritor) e Ed McGuinness (desenhista). Mas o roteiro da animação está por conta de Stan Berkowitz, com produção executiva do mestre Bruce Timm. Mesmo não sendo desenhado por ele, é fácil notar a influência de  McGuinness no traço do desenho. Eu não curto o seu trabalho nos quadrinhos, mas essa “influência” não estragou o trabalho.

O grande mérito dessas animações do selo DC Universe Animated é não perder tempo explicando origens dos super-heróis e nem fazer uma versão “for dummies” dos seus personagens. É claro que a narrativa é diferente dos quadrinhos e algumas adaptações são necessárias para atingir vários públicos, mas isso não faz o produto final perder qualidade.

O desenho tem ação o tempo todo e a porrada come solta, sem frescura, entre os “melhores do mundo”, uma galeria de vilões, além de vários super-heróis da DC. Não sei se isso é spoiler para quem não leu a HQ, portanto, continue lendo essa frase por sua conta e risco: a luta entre o Superman e o Capitão Marvel (conhecido também como Shazam) é épica.

A animação “Superman e Batman – Inimigos Públicos” também apresenta algumas piadas e referências que só os leitores de quadrinhos entederão. Mas fiquem tranquilos, não é nada que faça se perder pelo enredo. Enfim, não tenho mais o que dizer, a não ser recomendar a compra deste produto. Diversão garantida para todas as idades. Assista ao trailer.

Superman e Batman

Crítica: Homem-Aranha 93

25 de September de 2009 por Pedro Cardoso

Homem-Aranha 93

Eu fui um dos que não gostou das mudanças feitas no universo do Homem-Aranha após a saga “Um Novo Dia”, sempre com a fixa ideia de que os personagens precisam amadurecer e evoluir (e não retroceder), mas preciso admitir, mais uma vez, que as histórias atuais estão de acordo com o espírito deste super-herói. Na edição 93 (setembro, 100 páginas, R$7,50) a Panini Comics caprichou no mix e incluiu apenas o que interessa.

A revista conta com 3 edições de “Amazing Spider-Man” (569-571) onde vemos Norman Osborn e seus Thunderbolts infernizando a vida de Peter Parker, mas claro, sem o confronto direto com o Cabeça de Teia como a capa sugere, para vender mais. Na verdade, vemos sim um “quebra-pau” do Aranha contra o Venom (agora tendo o Mac Gargan, ex-Escorpião, como hospedeiro). Também presenciamos a origem do totalmente desnecessário Anti-Venom, que também se envolve na briga.

Para terminar, a revista vem com a última parte do arco que mostra a Loteria lutando contra o Super Skrull em Nova York. Diferente do Super Skrull original, que possuia os poderes do Quarteto Fantástico, este tem uma soma das habilidades do Sexteto Sinistro, tradicional grupo de vilões inimigos do Homem-Aranha. Esta história foi originalmente publicada em “Secret Invasion: Spider-Man #3″.

Recomendo esta revista, se você curte as boas histórias de Peter Parker, os desenhos de John Romita Jr. e, principalmente, pelo fato de não ter outros personagens que nada tem a ver com o universo do Aranha. Mas os roteiros, escritos por Dan Slott, não são nada extraordinário, pelo contrário, beira a mediocridade. E bom para passar o tempo.

Crítica: UP – Altas Aventuras

8 de September de 2009 por Pedro Cardoso

UP - Altas Aventuras

Quando a Pixar põe a mão na massa, pode contar que vem aí um produto de muita qualidade. E “UP – Altas Aventuras”, que estreou no Brasil na sexta-feira (4) é mais um grande marco na curta história da produtora, que pertence a Disney.

A sinopse oficial diz que “um velhinho viúvo chamado Carl Fredricksen, com seus setenta e poucos anos de idade, passou a vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Até que um plano mirabolante invade sua cabeça teimosa: Fazer sua casa inteira levantar vôo e transportá-la dos Estados Unidos a um lugar em meio às montanhas da floresta venezuelana. Um erro de percurso faz sua casa cair e ele tem de seguir sua viagem a pé, com a ajuda de um escoteiro gordinho e muito dedicado. Mas nessa jornada eles vão enfrentar muitos vilões, bestas e, o que é pior, fazer suas refeições sempre às 3h30 da manhã”.

Eu não quis escrever este post ontem a noite, pois ainda estava sob efeito do filme, e achei que poderia ser precipitado, na empolgação, dizer que este era a melhor animação que já vi. Mas que se dane, depois de uma noite de sono ainda estou com isso na cabeça, sim, “UP – Altas Aventuras” é a melhor animação já produzida.

O Thassius me perguntou se UP é melhor do que “Wall-E” (a melhor animação até então), e eu respondo que sim, mesmo que eu não goste deste tipo de competição. Mas é preciso dizer que ambas são extraordinárias na técnica aplicada na animação e na história narrada. Mas UP supera o seu irmão mais velho ao ser mais simples, singelo e apresentar sentimentos mais primordiais ao ser humano. E além disso, alterna com maestria o riso com o choro. Sim, ninguém consegue ver este filme sem chorar (muito).

O mestre do humor Chico Anysio dá um banho na dublagem de Carl Fredricksen, junto com o seu filho Nizo Neto, que empresta a voz para o cão Dug. Os diretores são Pete Docter (de Monstros S.A.) e Bob Peterson, desenhista dos dois Toy Story e co-roteirista de Procurando Nemo. Clique aqui para ver o trailer, desligue esse computador e vá ao cinema. O Receita do Sucesso recomenda.

UP - Altas Aventuras

Crítica: O Sequestro do Metrô 123

5 de September de 2009 por Pedro Cardoso

Sequestro do Metro

Eu gosto quando o John Travolta faz papel de vilão e também dos filmes em quando o Denzel Washington “salva o dia”, então pensei: “esse filme vai ser ótimo”. Mas no final de tudo, a minha expectativa ficou tão lá em cima que não foi atingida pelo filme “O Sequestro do Metrô 123″.

Bom, na sinopse oficial: “Walter Garber (Denzel Washington), um controlador de tráfego do metrô de Nova York, tem sua rotina transformada por um crime audacioso: o sequestro de um dos trens. Ryder (John Travolta), a mente criminosa e líder de uma gangue de quatro bandidos, ameaça sequestrar um trem de passageiros, a menos que um enorme resgate seja pago no prazo de uma hora. À medida em que a tensão cresce sob seus pés, Garber emprega seu vasto conhecimento do sistema metroviário em uma batalha para enganar Ryder e salvar os reféns. Entretanto, existe um enigma que Garber não pode resolver: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como eles poderiam escapar?”.

No começo, tudo acontece de forma rápida, sem uma leve introdução aos personagens, para mostrar suas características principais, seu perfil. Em poucos segundos já vemos a cara do Ryder (John Travolta) e logo depois a situação com refens já está formada. Só então, ao longo do filme, passamos a conhecer um pouco mais do passado dos personagens principais. O que seria uma boa atitude, se não fosse tão mal executada.

No final das contas, eu acabei não me identificando com os personagens. Ambos os atores se esforçaram, mas não rolou. De todo o modo, o filme seguiu mantendo a tensão lá em cima, o que é importante para este tipo de trama, mas o final acabou estragando tudo. Como posso explicar sem spoilear? Bom, caso você veja, comente aqui no post depois. Mas eu não recomendo, esperaria chegar no mercado de home video.

O filme “O Sequestro do Metrô 123″ é dirigido por Tony Scott, que já trabalhou com o Denzel em diversos filmes como Chamas da Vingança (boring), DejaVu (não vi) e Maré Vermelha (muito bom, eu tenho) e estreou no Brasil nesta sexta-feira (4 de setembro). Assista ao trailer.

Sequestro do Metro

Crítica: Salve Geral

2 de September de 2009 por Pedro Cardoso

Salve Geral

O Brasil tem uma certa vocação para fazer filmes de presídios ou que tenham o crime organizado como o foco, a lista é de produções é grande, proporcionalmente à quantidade de filmes produzidos. A nova aposta do cinema nacional é o “Salve Geral”, que estreia no circuito no dia 2 de outubro.

O filme conta a história de Lucia (Andrea Beltrão), mãe viúva, de seu filho Rafa (Lee Thalor) e da forma como ambos se encontraram no meio da maior confusão criada pelo PCC (chamado todo o tempo no filme de “Partido”) na cidade de São Paulo, durante o dia das mães do ano de 2006. Quem sentiu na pele, ou mesmo quem apenas acompanhou pela televisão, deve se lembrar nitidamente do horror que a população de uma maneira geral passou naquele dia, quando centenas de bandidos atacaram postos policiais, Bancos, ônibus em uma ação coordenada por seus líderes de dentro do presídio.

Enfim, o filme apresenta esse panorama para mostrar mais uma vez o sistema carcerário falido que o Brasil tem, a violência policial e a corrupção em todas as escalas mas, principalmente, como cada um de nós podemos fazer parte dessa engrenagem podre (dependendo de algumas decisões erradas), mesmo não tendo nascido ou vivido no mundo da criminalidade anteriormente. É o que acontece com Lucia e seu filho durante o filme.

Em linhas gerais, não curto muito este estilo de narrativa com história paralelas, sem um fio condutor muito bem definido, um objetivo, um mistério que deve ser resolvido. Mesmo sem apresentar esses elementos de forma clara, “Salve Geral” me agradou muito pela forma que foi contado, sem perder o ritmo, integrando todas as histórias de forma limpa (a Lucia, o filho entre a prisão e a criminalidade, Tirso, mesmo que breve, a Ruiva, a polícia e tudo mais). Parabéns para o diretor Sérgio Rezende.

Agora, eu preciso dizer o quanto Andrea Beltrão deu um show de interpretação, e ressaltar o fato de ela transitar com maestria entre os gêneros de humor e drama, e de que ela não envelhece! Está ai desde a “Armação Ilimitada” com o mesmo corpo. Outra atriz que está excelente no filme é a Denise Weinberg, que faz o papel da Ruiva.

Se você me perguntar se o filme é bom, direi que, até o momento que vi eu gostei muito. Pois, na apresentação para imprensa que eu fui convidado, a energia elétrica caiu e a Light (empresa responsável aqui no Rio) iria demorar para restaurar. Mesmo assim, posso recomendar o filme, se você gosta do gênero.

Crítica: Lanterna Verde – Primeiro Voo

20 de August de 2009 por Pedro Cardoso

Lanterna Verde

Há alguns anos que a Warner, através do selo DC Universe Animated, vêm produzindo animações de qualidade, que pode agradar a muitas faixas etárias. O DVD (ou Blu-ray) de “Lanterna Verde – Primeiro Voo” (Green Lantern – First Flight) não foge à esta regra.

O desenho conta a origem do Lanterna Verde Hal Jordan, o mais famoso da tropa. E apresenta logo no início como o então piloto da Força Aerea dos Estados Unidos foi surpreendido pelo moribundo Abin Sur, que lhe entrega o poderoso anel esmeralda. Talvez aí esteja a pior parte do desenho, pois esta passagem acontece de forma muito rápida, pois  Hal Jordan aceita sua nova condição em segundos e logo já está em OA com os “lanternas” que vieram buscá-lo.

Depois, a animação engata a quinta marcha e segue empolgante para qualquer fã, até o fim. Toda a mitologia do anel está preservada, com a participação dos Guardiões e outros personagens famosos como Kilowog e Boodikka. Mas para você que não curte quadrinhos, fique sossegado, pois a linguagem utilizada é acessível a todos.

Quando eu disse que pode agradar a várias faixa estárias e diversos públicos, estou falando que, além de um desenho cheio de ação, tem até um certo grau de violência. Sendo que um membro da Tropa dos Lanternas Verdes morre bem feio, e veja que legal, com direito a sangue. Vou parar por aqui para evitar spoilers.

Portanto, meu amigo e minha amiga, se você é fã da DC Comics e/ou apenas curte um bom desenho animado nada bobinho, e cheio de ação, pode comprar ou alugar o DVD sem susto. Mas penso que é um bom item para qualquer colecionador.

A direção ficou por conta de Lauren Montgomery, (o mesmo de Mulher-Maravilha e Superman / Doomsday). O desenho animado terá vozes de Christopher Meloni (Hal Jordan / Lanterna Verde), Victor Garber (Sinestro), Tricia Helfer (Boodikka) e Michael Madsen (Kilowog).

Tropa dos Lanternas Verdes

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