Crítica: Força Policial

28 de Fevereiro de 2009 por Pedro Cardoso

Força Policial

Estreou nos cinemas brasileiros, nesta sexta (dia 27 de fevereiro), o filme “Pride and Glory”, que foi rebatizado aqui com o nome “for dummies” de “Força Policial“. O que eu posso dizer sobre ele? Um filme bem comum, desses de “Super Cine”.

O filme começa com quatro policiais de uma mesma divisão sendo assassinados após invadir o esconderijo de Angel Tezo, um traficante pequeno da cidade de Nova York. Para achar e prender o traficante, o detetive Ray Tierney (Edward Norton) é designado para o caso, porém, outros policiais com interesses escusos estão em busca do bandidão também. O que a princípio parece ser mais um episódio de “Law and Order“, a história acaba revelando um grande esquema de corrupção dentro da delegacia 31, situada em Washington Heights.

Pelo menos a produção do filme acertou em colocar um time respeitável no elenco, mas o que não adiantou nada também. Todos fazem interpretações normais, diria até burocráticas. O John Voight há algum tempo está fazendo o mesmo papel de “tira aposentado”.

Pior ainda, o anúncio da TV aqui no Brasil tenta comparar o filme ao Tropa de Elite usando com a seguinte frase: “Se Tropa de Elite mostra os bastidores da polícia brasileira, Força Policial mostra o da polícia americana”. Isso já me incomoda em duas partes. Primeiro, se você for para o cinema com essa comparação na cabeça, vai se arrepender e, segundo, não existe uma polícia brasileira e outra americana. Existem sim uma polícia fluminense, paulista, mineira e por aí vai. Mas isso é outro papo.

Força Policial” tem o roteiro escrito por Gavin O’Conno, e conta no elenco com Colin Farrell (Jimmy), Noah Emmerich, Jennifer Ehle, John Ortiz e outros. Ressaltando que não é um filme ruim, mas é um filme normal. Espere passar na TV que você economiza uma grana.

Força Policial

Vencedores do Globo de Ouro

12 de Janeiro de 2009 por Pedro Cardoso

Slumdog

Neste último domingo, dia 11 de janeiro, foi o dia da premiação do 66° Globo de Ouro, feita pela Associação dos Jornalistas Estrangeiros. Evento que não aconteceu ano passado por causa da greve dos roteiristas de Hollywood. Mas isso não importa agora, o que interessa é que foi a noite da consagração de Heath Ledger e Kate Winslet.

O Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas deu a Heath Ledger a premiação póstuma de melhor ator coadjuvante do Globo de Ouro. Algo que era muito esperado e foi merecidamente aplaudido de pé pelos presentes, no momento do anúncio.

Mas a grande premiada da noite foi Kate Winslet, que venceu nas categorias melhor atriz coadjuvante e melhor atriz de drama (é lógico), pelos filmes The Reader e Apenas um Sonho. Entre os homens, Mickey Rourke (O Lutador) venceu em melhor ator de filme de drama, enquanto Colin Farrell (Na Mira do Chefe) venceu melhor ator de comédia ou musical.

Falando de filmes, o mais premiado foi Slumdog Millionaire, que recebeu quatro premiações: Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora, Diretor e Melhor Filme (Drama). O filme conta a história de um garoto pobre indiano que ficou milionário após vencer um desses programas de TV com perguntas e desafios.

Posso escrever uma grande besteira, mas penso que o Globo de Ouro é uma premiação mais coerente do que o Academy Awards, também conhecido como Oscar. Me parece que o primeiro está mais perto da opinião do público e do clamor da maioria dos críticos. Confira a lista completa no Zine Acesso com todos os filmes e séries de TV premiados.