Crítica: GI Joe – A Origem de Cobra
9 de August de 2009 por Pedro Cardoso
O que esperar de um filme que é baseado em bonecos da Hasbro? Não muito, né? Se você for ao cinema sem nenhuma expectativa sobre “Gi Joe: A Origem de Cobra”, pode até se divertir um pouquinho, assim como eu. Mas a impressão que saí do cinema, é que não passou de um episódio bombado e extendido da série animada.
A trama mostra uma força militar global criada para salvar o mundo de um traficante de armas escocês e seus planos terroristas malucos. O que é um ponto interessante pois, apesar dos principais personagens serem americanos, não se trata do exército dos EUA e nem nenhuma campanha nacionalista.
Você percebe claramente que vários personagens e veículos de combate só estão no filme para vender réplicas de brinquedos. Alguns personagens usam vários uniformes, com este mesmo objetivo. Isso tudo sem falar que, muitos acontecimentos são “forçados” e acontecem de forma rápida, são “jogados na tela”. Mas pense um pouco, que bom filme o Stephen Sommers fez na carreira dele?
O roteiro é raso, se resumindo a uma corrida de gato e rato por uma maleta com quatro ogivas carregadas com uma tecnologia criada para o filme. SPOILER – e no final, eis que surgem o Comandante Cobra e o Destro, sem mais nem menos. Foi mais ou menos assim: “e agora, você é o Destro e eu sou o Comandante Cobra, hahaha” e pronto – fim do SPOILER. E no final, como manda a cartilha, deixou várias pontas soltas para uma possível continuação, caso o filme vá bem nas bilheterias e no mercado de home video. Já no final de semana de estreia, arrecadou 56 milhões de doletas nos EUA.
Um filme como esse, não dá para falar das atuações individualmente. Enfim, “GI Joe: A Origem de Cobra” foi feito para a garotada e para vender brinquedos. Pense nisso antes de ir para os cinemas, e talvez você se divirta com as cenas de ação absurdas, e dá algumas risadas com o toque de humor do Marlon Wayans.
















