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O que aconteceu com o nosso modo de ouvir música?

27 de November de 2009 por Convidado

menina ouvindo música

Caro leitor, me responda: quando foi a última vez que você parou para ouvir um álbum completo de uma banda? Pois é, nossa vida agitada e as facilidades tecnológicas estão tirando este antigo prazer.

Em menos de 2 minutos já é possível baixar algumas músicas pela internet, colocar no seu ipod ou mp3 player e sair por aí, ouvindo. Mas e apreciar a música?

Quando eu era mais novo, um dos meus prazeres era pegar o cd – ou vinil – da minha banda preferida, sentar no chão do quarto e ouvir as músicas acompanhando as letras pelo encarte. Talvez esse seja o maior desejo de uma banda: você prestar atenção na criação dele.

Não consigo culpar o mp3 por isso. Afinal, é só mais um formato que existe. A culpa é nossa mesmo, que queremos tudo para agora. Não conseguimos mais ficar parados e apreciar a música. Tanto que os players portáteis não facilitam em nada para acompanhar a letra. Alguns nem oferecem essa opção.

Ter o álbum em formato físico proporcionava outra atividade que era boa: convidar seus amigos para ouvir. Era divertido ir à casa de amigo para ouvir aquele álbum do Metallica que você estava procurando e tecer comentários enquanto ouvem. Hoje é cada um com seu headfone.

Ouço muito a reclamação de que ultimamente não se tem feito músicas de qualidades. Na verdade, tem sim, só que estamos parando muito pouco para ouvir com atenção. Podemos dizer que não ouvimos músicas, só escutamos.

Texto escrito por Wagner Brito do blog Blablaismo

Análise: Brütal Legend

18 de November de 2009 por Convidado

Brutal Legend

Na minha tenra infância, eu e um grande amigo do colégio passávamos o tempo de várias formas, né? Além dos estudos (afinal, ninguém é de ferro) a gente fazia o que a idade regia: nos dividíamos entre ver desenhos, jogar videogame, ir à praia, partidas gigantescas de RPG, e por aí vai. Sua irmã mais velha tinha o quarto cheio de pôsteres de bandas de rock da época. Claro, havia a regra não-dita daquele ser o canto dela e a gente não poder entrar… e ainda assim, era bem claro ver bandas como Skid Row, Poison, Trixter e afins olhando para ela toda noite.

Já a gente, não: dos vinis e cassetes que ouvíamos, passamos a ouvir paradas mais pesadas com o tempo… fossem os contemporâneos, como Ministry, Testament e afins, a clássicos como Ozzy Osbourne. E é claro que havia aquela zoação leve com a irmã dele sobre algum vocalista da banda do coração dela parecer uma mulher, os cabelos esvoaçantes, as roupas colantes e tudo mais. Ir às lojas para conferir as camisetas e lançamentos durante o advento do CD era diversão garantida: tínhamos aquelas lojas de coração que costumávamos visitar para garantir nossa dose de rock pesado.

Uns bons vinte anos depois disto, o estúdio Double Fine – do mestre Tim Schafer, que trabalhou em jogos como The Secret of Monkey Island, Grim Fandango e o fantástico (mas infelizmente subestimado) Psychonauts – lança Brütal Legend, um jogo de aventura para Xbox 360 e PlayStation 3 que fez esta avalanche de memórias do começo do texto vir à tona. Afinal de contas, a ideia do jogo é a seguinte: Eddie Riggs – dublado por Jack Black, que também é a inspiração para o visual do personagem – é um roadie de uma banda de rock pra lá de meia-boca, e ele mesmo é um cara tradicional que prefere o rock pesadão e o heavy metal de outras eras.

Depois de um acidente no palco, ele é transportado para um mundo de fantasia totalmente inspirado no imagético do gênero. Sacam aquelas capas de disco de metal, com logotipos difíceis de ler, cores fortes, fogo, sangue, metal e mulheres de pouca roupa? Explorar o mundo do jogo te faz ver tudo isso e muito mais. Sem exagero: o que não faltam são momentos em que você olha uma cena e imagina que aquilo poderia muito bem ter sido a capa de um vinilzão daquele grupo de power metal do início dos anos 80. Monolitos em formato de guitarra, paredões de amplificadores, cruzes de pedra, guerreiros com espadas, caveiras e pilhas de ossos, e por aí vai. E até mesmo o céu tem tons mais avermelhados, roxos e afins – com direito a lua com formato de caveira!

Brutal Legend

A direção de arte do jogo parece ter sido feita por verdadeiros fãs e estudiosos do metal e rock pesado – afinal de contas, não só o heavy do Black Sabbath como os rockões farofa do Mötley Crüe e paradas sombrias como Cradle of Filth, e o visual das áreas reflete bem isso: a fortaleza do general Lionwhyte (dublado por Rob Halford, do Judas Priest) é espalhafatosa, dourada, cheia de piscinas e coisas chamativas. Mais pra frente, as forças do Drowned Doom – tenebrosas que só – vivem em um mundo com catedrais góticas em ruínas, mares negros… enfim, é uma grande jornada com uma trilha sonora de peso, um verdadeiro tratado sobre o rock pesado.

A jogabilidade em si é em mundo aberto, com missões aqui e ali, e todo aquele esquema de evoluir Eddie e seu equipamento – seja sua guitarra mágica, o machado de guerra ou o carrão pronto para passar por cima de monstros incautos. Mais pra frente, o jogo dá uma mudada considerável – entra um elemento de estratégia em tempo real onde cada facção tem que tomar conta de seu palco (isto é, a base) enquanto cria barracas de venda de material sob fontes de almas dos fãs e forma seu exército. Batedores de cabeça detonam inimigos de perto, as fãs atiram de longe, os roadies (sempre sorrateiros!) são as unidades invisíveis, e por aí vai. Esta modalidade parece estranha no começo, mas mais pra frente fica mais divertido – ainda mais porque o multiplayer via Internet é baseado neste lance das guerras campais.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, contar com a participação de figurões do gênero – além do supracitado Halford, o jogo tem Ozzy Osbourne, Lemmy Kilminster (Motörhead) e até mesmo Lita Ford, entre dublagens e personagens inspirados neles – dá aquela credibilidade a mais. É aquilo… quando até mesmo as letras de música de vários artistas homenageados servem de referência direta no meio da trama do jogo, você vê que houve um trabalho de amor ao metal. E mesmo eu, que só tenho prestado atenção nos clássicos e não tenho a paciência que tinha há 20 anos para o material mais recente, me senti tocado pela mão dos Titãs do Metal.

Brütal Legend é o tipo de jogo que todos deveriam conferir, sejam fãs do gênero – tanto de jogo quanto da música – ou não. Então erga seu machado – seja o de cordas ou o de verdade – em nome do Metal!

Brutal Legend

Texto escrito por Pedro Giglio do blog Working Class Anti-Hero

Moda na TV

11 de September de 2009 por Convidado

Tim Gunn

Para quem curte moda, a tv oferece programas bem bacanas sobre o assunto em sua programação. São de diversos formatos, mas sempre abordando a imagem pessoal e mostrando o quão importante ela é para a nossa auto-estima.

Levando em conta que não basta saber se vestir, mas também é preciso ter um bom corte de cabelo, uma boa aparência, um rosto bem cuidado, não somente para causar uma boa impressão, mas para se sentir bem, a Discovery Home & Health juntou varios programas de moda em um só dia e o entitulou de Quartas de Beleza. Entre os programas apresentados, um depois do outro estão: Esquadrão da Moda (What Not to Wear), Mude Meu Look (How Do I Look), Glammour Superstar, 10 Anos Mais Jovem, Tim Gunn: Guru de Estilo

Comandado por Stacy London e Clinton Kelly, em Esquadrão da Moda (What Not to Wear), são selecionadas pessoas comuns e estas aprendem como se vestir. É divertido e tem dicas super legais, mas é um pouco desagradável a maneira com que a dupla trata a pessoa com quem estão lidando. Geralmente são sarcásticos e até maldosos em excesso, podendo chegar a humilhar a pessoa em questão.

Um outro bem interessante é o 10 anos mais jovem. Este também pega pessoas comuns e dão aquele trato, desde cuidados com a pele, dentes, cabelos, estilo e etc, provando que não existe gente feia, existe gente mal cuidada.

A atriz e especialista de moda Finola Hughes comanda o chamado Mude meu Look – que segue a linha do Esquadrão da Moda porém sem humilhações – e Jay Manuel, jurado do American Next Top Model está à frente de Glamour Superstar que muda o estilo de um anônimo inspirando-se na celebridade preferida do anônimo em questão.

Um dos meus preferidos é Tim Gunn: Guru de Estilo. Tim Gunn que comanda o programa é diretor de criação da empresa americana Liz Claiborne Inc. De uma elegância e classe inconfundíveis, o estilista valoriza e respeita o estilo e o corpo da mulher – não importa se estão acima ou abaixo do peso – e as ensina a se vestir da melhor forma para valorizar o que elas tem de melhor e dando aquele up na auto-estima.

Esquadrão da Moda

Para o estilista, a base de tudo está numa boa lingerie, que valorize a mulher. Uma mulher com uma lingerie confortável que dê uma boa estrutura para o seu corpo, tem tudo para se vestir bem, seguindo as ficas do estilista que avalia os pontos fortes de cada mulher que ajuda, e a mostra o que ela pode e não deve usar. Bacana ver mulheres se transformando por dentro e por fora, pois ele prova à mulher que para estar linda e deslumbrante ela não é obrigada a ser uma top model super magra. As curvas são valorizadas sem a menor vulgaridade e o lema de Tim é “Não podemos desejar seu sucesso mais do que você mesma” e a partir disto, a mulher se compromete em dar o melhor de si para ficar mais bonita e confiante. Como o próprio estilista diz, ele é um terapeuta da moda, pois todo o processo resulta em uma mulher mais bonita, pelo simples fato de se sentir assim e ter um lindo sorriso confiante no rosto.

No dia 09/09, estreiou na Boomerang o programa Temporada de Moda. Se trata de um reallity show produzido pela revista Capricho, com o objetivo de encontrar um(a) novo (a) estagiário (a) para o departamento de estilo da revista.

Apresentado pela editora criativa da revista, Adriana Yoshida o programa mostra tudo o que acontece nos editoriais de uma das maiores revistas teen do Brasil. Nele é possível ver o desempenho dos participantes que tem como tarefa produzir e executar um editorial de moda diferente a cada episódio. O bacana do programa é que ele mostra como as coisas acontecem na redação da revista e a dinâmica de produção de um editorial de moda. Ele será apresentado todas as quartas às 21h, no canal Boomerang.

Se tv por assinatura não é uma opção para você, uma boa alternativa é o programa Esquadrão da Moda produzida pelo SBT. O programa, nada mais é do que a versão brasileira do americano What Not to Wear, o Esquadrão da Moda de Stacy e Clinton que passa na Discovery Home & Health. Em sua versão tupiniquim, é comandado pela modelo Isabella Fiorentino e pelo consultor de moda Arlindo Grundo. Ele segue a mesma formula e dinâmica de What Not to Wear, mais parecendo uma cópia exata pro programa americano. O programa é apresentado todas as terças às 20h.

Texto escrito por Cyn Cardoso do Silent Devotion

Análise: The Ghostbuster – The Video Game

26 de July de 2009 por Convidado

Ghostbusters

Na grande maioria das transposições de mídias, quando ela ocorre, boa parte de tudo aquilo que torna um filme, um game ou um livro únicos se perde. Isso acontece quando um filme resolve se aventurar em forma de game. Ou quando um grande Best seller literário resolve tomar forma visual como película de cinema.

Se você curtiu cinema nos anos 80 e 90, provavelmente é um grande fã dos Caça Fantasmas e provavelmente, ao jogar o recente The Ghostbuster – The Vídeo Game, não sofrerá desse problema. Quer dizer, o filme não está ali e nem de longe o game é impecável, mas podemos respirar aliviados ao ver, que depois de 9 horas controlando um dos caçadores de assombrações, tudo que o tornou clássico, Cult e inesquecível, felizmente ainda esta lá.

Para começar, não iremos detalhar a história do jogo, evitando spoilers desnecessários, mas saiba que o quarteto que forma os Caça Fantasmas agora tem um novo membro: Você. Pra evitar que a atenção fosse dada de maneira desigual a apenas um dos personagens que fosse controlado na aventura, a desenvolvedora teve uma acertada decisão de incluir um novato no time, que é onde você entra. Sem nome, sem apegos emocionais nostálgicos e sem abrir a boca do começo ao fim, você se sente parte da equipe, mas inconscientemente, não rouba os holofotes do quarteto clássico visto no cinema.

Os gráficos estão acima da média com construções bem definidas e muitos itens destrutíveis pelo caminho, fazendo a alegria da sua arma de Prótons, que pode ser usada pra causar o máximo de danos aos locais, para que você receba isso em dinheiro mais tarde, devido a um “seguro caça-fantasma” que a prefeitura de Manhattan criou pra manter a cidade livre dos fantasmas e ao mesmo tempo manter ela inteira.

A iluminação também se mostra fantástica, já que os jorros de energia que brotam de sua arma iluminam todo o ambiente e os inimigos de forma dinâmica, sem contar as belas explosões que causam. O único revés em seu quesito gráfico fica para a modelagem dos personagens. Apesar de serem magníficas e extremamente fiéis aos atores de carne e osso, uma aparência plástica foi conferida às texturas que por vezes, principalmente nos closes dos CGs, deixam todos com uma aura artificial ou com cara de bonecos de borracha, o que acaba um pouco com a magia do envolvimento no game.

Já no quesito sonoro o game é quase irrepreensível. Os dubladores originais dos devidos personagens estão de volta, conferindo a cada um uma personalidade única e diálogos, que tal qual o filme, são impagáveis e estão repletos de piadas ácidas e humor inteligente com a ajuda de um bom roteiro. Desde as músicas que rolam durante o menu até as músicas que embalam suas caçadas, bem como as explosões e sons de cada inimigo ao te atacar ou ao explodir numa nuvem de ectoplasma colorido, os efeitos fazem o seu papel e se destacam. Ligue o home theater no volume máximo sem medo de ser feliz.

Sem medo de honrar o grande clássico do cinema, The Ghostbuster : The Vídeo Game mostra como adaptar um jogo do cinema, mesmo depois de tanto tempo, e fazê-lo soar genuíno e divertido. A decisão da Activision Blizzard de abrir mão do game, e quase mandá-lo ao limbo, se mostrou errada e que o game poderia ter futuro, como apostado pela Atari, não para apenas ser um grande sucesso memorável, mas para talvez garantir uma continuação e dar seguimento a popularidade dos personagens se não no cinema, de forma mais divertida e interativa no universo dos videogames. Vale a compra e definitivamente não decepciona.

Ghostbusters

Texto escrito por Dimitri Robles da e-Zone Online

Do desrespeito com o telespectador

19 de July de 2009 por Convidado

TV fora do ar

Como estudante de Comunicação Social, eu me sinto na obrigação de acompanhar a mais variada gama de programas de televisão. É preciso ter tempo para (quase) tudo: séries, jornalísticos, documentários, programas de variedades, programas “para a família” etc. Menos novela, evidentemente, porque não tenho a menor paciência para isso, embora admire quem tenha. O que importa é que, num dos meus momentos de zapping pela tevê aberta brasileira, fui presenteado com o incrível momento em que uma subcelebridade tinha que dar notas de zero a dez para pessoas um tantinho (quase nada) mais famosas que ela.

O programa era o “Hoje Em Dia”, um matutino da TV Record que têm obtido bons pontos de audiência e incomodado a Globo. A subcelebridade em questão, um apresentador da emissora, dava as notas e depois as comentava. É claro que as notas dez foram logo reveladas ao público, enquanto que as notas piores e impregnadas de malícia ficaram para o final do quadro. Pois é, o problema é que o final do quadro não foi exibido.

Por incrível que pareça, em dado momento a transmissão foi interrompida. Mais ou menos assim: o diretor do programa pediu para que o convidado lesse um recado para as câmeras. Em seguida, sem mais nem menos, o “Hoje Em Dia” foi encerrado e começou o “Balanço Geral”, que é emissora da Record aqui no Rio de Janeiro. Em resumo, fiquei sem saber quais seriam as piores notas, justamente as com maior apelo junto à audiência por atiçar a curiosidade do telespectador.

A televisão brasileira levou anos para desenvolver o conceito de grade de programação, com horários bem definidos e certa tradição sobre que programas passam em que horários (o SBT de Silvio Santos não conta…). Parece que agora é preciso que as emissoras aprendam que não dá para deixar o telespectador, consumidor daquele produto televisivo, na mão. Assim como eu fiquei frustrado por não saber como o quadro do “Hoje Em Dia” terminou, aposto que outros espectadores tiveram a mesma sensação.

O problema não afeta somente programas de entretenimento. De vez em quando somos testemunhas de noticiários que prometem exibir determinada matéria, mas depois desistem de fazê-lo. Às vezes é necessário devido ao tempo corrido de um telejornal, mas parece-me que não deixa de ser um tipo de propaganda enganosa. Alguns jornais até pedem desculpas e avisam que a matéria será exibida no dia seguinte, mas outros se fazem de joão-sem-braço e não avisam absolutamente nada. Respeito ao telespectador para quê, não é mesmo?

Se a quantidade de pessoas que assistem televisão tem diminuído nos últimos anos, é preciso entender que uma pessoa que seja é fundamental para que a emissora continue a vender publicidade e, consequentemente, a existir. Manter esse desrespeito ao espectador não vai ajudar emissora alguma a ganhar pontos de audiência. Muito pelo contrário, vai justamente levá-la na direção oposta à do “caminho da liderança”.

Foto: Flickr do Sifter

Texto de Thássius Veloso dos blogs Memórias Fracas e Tecnoblog

Dia mundial do Rock

12 de July de 2009 por Convidado

Guitarra

Quem disse que o rock acabou?

Bob Geldof foi um rockeiro marcou seu nome à ferro e fogo na história do rock. Você conhece alguma música cantada por ele? Pois é, nem eu. Mas ele realizou dois grandes feitos em sua vida. Um deles foi protagonizar o filme The Wall, de Alan Parker, baseado na obra homônima do Pink Floyd. O outro foi organizar o festival Live Aid, que aconteceu no dia 13 de julho de 1985, simultaneamente, em Londres e na Filadelfia. Transmitido para todo o mundo, seus lucros foram voltados para ajudar as pessoas que morriam de fome na Etiópia. A partir de então, o dia 13 de julho foi estabelecido o Dia Mundial do Rock.

É claro que, quando Geldof conquistou este dia de celebração no calendário, o estilo musical mais rebelde e irreverente de todos os tempos já não era mais o mesmo em comparação com aqueles acordes de blues e jazz – fontes onde Chuck Berry e Bill Harley e seus cometas beberam. De lá pra cá, esse “menino mau” já foi cabeludo ie ie ie, galã “mexedor de pélvis”, hippie drogado, metaleiro de cabelos grandes, progressivo psicodélico, punk reacionário, pop conquistador de grandes audiências nas rádios, emo, grunge, trash, flertou e misturou-se com praticamente todos os outros estilos… Taí alguém que, em mais de 50 anos, soube se reinventar a cada momento, passando de marginal rebelde para ídolo de milhões.

E a quantas pessoas temos que agradecer por terem tornado o dia de amanhã tão especial. Não apenas ao ativista Geldof, por ter criado o Live Aid que, sem querer, estipulou a data, mas a todos que colaboraram para que o rock crescesse a ponto de merecer esta comemoração, desde os inúmeros grandes artistas de cada época (uma lista impossível de se contabilizar) até aqueles que atuam nos bastidores, como os donos de bares e casas de shows que acreditam e amam esse modo de vida e abrem espaço para as bandas independentes darem seus primeiros passos rumo ao estrelato, aos divulgadores que dedicam seu tempo e recursos para “espalhar a palavra” e aos fãs, que não sabem ou mesmo querem explicar por que gostam. Apenas gostam. It’s only rock n roll, but I like it, como diria Mick Jagger.

Amanhã, afaste os móveis da sala, coloque o som bem alto e comemore este dia. E tudo bem se você pensa que não gosta de rock – tenho certeza que alguma vertente deste estilo mutante combina com seus ouvidos como uma luva. Se este rebelde com muitas causas não tem nenhum preconceito ao se misturar e reinventar a cada instante, abandone você também os seus conceitos pré-estabelecidos a respeito e descubra que ainda há muita história a ser contada através do som dessa guitarra.

Texto escrito por Ock-Tock do podcast Máquina do Tempo

Análise: The Sims 3

5 de July de 2009 por Convidado

Blogueiro Convidado

Ah, a liberdade

Um dos jogos mais aguardados do ano acaba de chegar às lojas e já é o maior lançamento da história da Eletronic Arts. The Sims 3 não trouxe tantas mudanças quanto o seu antecessor, mas aperfeiçoou pontos essenciais na jogabilidade. Com ele, dá pra brincar de estilista, arquiteto, decorador e fazer praticamente tudo, dentro dos limites digitais.

As primeiras mudanças aparecem logo na criação do Sim (o personagem que você controla ao longo do jogo). Além de modificar cada característica física, como nariz, olhos e boca, você pode escolher o tom de pele, o biótipo e a personalidade do seu avatar de forma detalhada. O que mais impressiona é o painel “Criar um estilo”, onde você personaliza a cor, o tecido e a textura de cada parte de uma roupa, calçado ou acessório.

Na construção e decoração de casas, as possibilidades também são infinitas. Cada móvel pode ser adaptado ao estilo do seu cômodo, podendo deixar o jogo inteiro com a sua cara. Essa variedade de opções faz com que se perca, no mínimo, de duas a três horas somente no pré-jogo, que é a criação de uma família e de uma casa.

The Sims 3 traz um avanço admirável em relação às edições anteriores. Agora você não está mais limitado a um só ambiente. O seu Sim é livre para caminhar pela vizinhança, entrar na casa dos vizinhos, passear no parque ou simplesmente fofocar na rua; e tudo isso sem as temidas telas de carregamento.

Aqueles que estavam acostumados com a variedade de móveis, roupas e penteados de algumas expansões do The Sims 2 podem sentir um pouco de falta. O jogo vem mesmo com menos objetos que o normal. Tudo muito bem pensado pela EA Games que, além de oferecer novas criações para download, vai enfiar expansões e coleções de objetos nos fãs, pelos próximos cinco anos.

Texto escrito por Gabriel Leite do blog Frenesi

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