Análise: Battlefield Bad Company 2

19 de Marco de 2010 por Convidado

Bad Company 2

Texto escrito por Rodrigo Bastos (BigDigo) do blog BigSense

O que posso dizer do BC2? Que ele é viciante? Que ele é um dos fps-shooter mais realista e intenso que eu já joguei até hoje no PC? Que os gráficos de luzes, sombras, modelagem 3D dos personagens, texturização de armas e veículos estão realmente espestaculares nessa versão e que os sons de ambientação, som das armas e som dos veículos fazem você se sentir em meio a uma verdadeira guerra?

Gamer das antigas que sou, já testei e joguei muitos fps (todos para pc)… Se puxar pela memória os marcantes, consigo lembrar: Quake, Unreal Tournament, Action Quake 2, Counter-Strike versões betas, Day of Defeat (modo Source de ambos eu detestei tanto o CS como o DoD), Team Fortress 2, Medal of Honor, Battlefield 2, Battlefield 2142, Call of Duty 1/2/3/4/5/6, esse último o Modern Warfare 2. Mas tenho que confessar: Bad Company 2 é duca…

Assista: Video gameplay de Bad Company 2

O Single Player está com uma quantidade de fases diferenciadas muito interessante, que mistura uso de diversos veículos, armamento pessoal, treinamento no uso do “UAV” (mini-helicóptero que é controlado por controle em terra para bombardeios), tanques e muito mais. O ponto falho do modo single player são as histórias e os personagens, que ficam devendo se comparado aos novos single players, como por exemplo o do Modern Warfare 2.

O Multiplayer está sensacional, com muitas fases e sistema de pontuação (levels) para liberação de novas armas, equipamento pessoal e acessórios especializados para guerra… (melhores armamentos nos tanques, acessórios para suas armas, sistema detector de mísseis). Algumas das armas são classes específicas e não podem ser atribuídas a qualquer soldado.

Bad Company 2

São 4 classes no modo multiplayer: Assault – soldado da linha de front, que avança para cima dos inimigos e carrega munição para dividir com seu time quando precisarem; Engenheiro – responsável na maior parte do tempo em ajudar os veículos no meio da guerra para que eles não explodam; Médico – matar os inimigos e com o “poder” de ressucitar os combatentes na linha de front; Sniper – eliminar os inimigos de um posição segura e “espotar” os tanques inimigos com o uso do binóculo para o bombardeio.

O grande problema do multiplayer não é o jogo em si, mas sim o sistema da EA que ainda está muito falho com alguns “bugs” (falhas com o sistema de anti-cheat punkbuster), alguns usuários também estão reclamando que não conseguem visualizar o valor do “ping” (também é o meu caso) e o sistema de envio de amizade no modo multiplayer está também com muitas falhas (o envio do convite de amizade acontece para que você possa jogar no mesmo servidor que os seus amigos estejam jogando). O lag em alguns servidores está com o perda de pacote gigantesco e a demora na listagem de todos os servidores é às vezes insuportável.

Segundo um ticker que passa em rodapé, no menu principal, a DICE e a Electronic Arts estão cientes da situação e já estão trabalhando para resolver todos os bugs! E #Ficadica – já que o jogo possui o sistema Dolby Surround, recomendo uma investida num fone 5.1!

E se quiserem jogar uma partidinha comigo por lá, basta me procurar no twitter: @bigdigo ou enviando um convite de amizade direto de dentro do Battlefield Bad Company 2: só procurar “b1g d1go”.

Prós:

  • Multiplayer viciante e emocionante jogado em equipe
  • Realismo com os detalhes gráficos e sonoros
  • Possibilidade de destruição de quase tudo dentro dos mapas.
  • Variedade de mapas grandiosos

Contras:

  • Singleplayer poderia ser melhor
  • Bugs do sistema online da EA para serem resolvidos
  • Problemas com Punkbuster também precisam ser resolvido
  • E melhoria na velocidade da listagem dos servidores

Quem vem em primeiro lugar: a pirataria ou a cultura?

7 de Marco de 2010 por Convidado

Gossip Girl

Texto escrito por Lívia Jácome do blog Amanhã eu te conto.

Hoje em dia, muitos artistas defendem o direito de ter suas obras preservadas, evitado a assim a proliferação da mesma na internet. É muito fácil para quem ganha milhões e de repente perde alguns mil, por causa da pirataria reclamar, né? Estamos em pontas opostas, artistas e consumidor final, no meio um bando de gente que leva a maior parte do dinheiro. Mas onde quero chegar com isso?

Primeiro, sou viciada em seriados, assim como inúmeras pessoas ao redor do mundo. Gosto de descobrir novas séries, acompanhar bem uns 10 programas por temporada e escrever sobre isso. Só que não sou uma pessoa “privilegiada”, não moro nos EUA, local de onde vem a maior parte dos shows que assisto. Segundo, se por lá estreia um programa legal, eu tenho que esperar alguns muitos meses para que essa novidade chegue aqui, ou não. Exemplo, a 1ª temporada de United States of Tara, está sendo exibida, na FOX Brasil, apenas agora, quase um ano depois do fim da mesma ter sido transmitida nos país de origem. Um delay um tanto quanto grande. Tudo bem que as redes que transmitem os programas aqui no Brasil tentam diminuir o tempo, entre a temporada lá e a temporada aqui no Brasil, o canal Universal fez isso com House, mas mesmo assim não é suficiente. Além disso, é muito incômodo você ter que ficar a mercê do dia e dos horários da programação do canal de tv, visto que o tal Tivo (uma espécie de aparelho para gravar os programas que são transmitidos na televisão) nunca chegou por aqui. Ou seja, temos na internet acesso a milhares de sites e blogs brasileiros especializados em programas de tv que se fossem esperar a boa vontade da programação nacional iria ser ridículo para não dizer cômico.

Imagina quando o mundo inteiro já souber como termina Lost, o usuário de internet no Brasil (se não tivessem outros meios de ver o programa) iriam comentar sobre o último episódio, meses depois do ocorrido. Outro ponto, já difícil ficar se desviando dos spoilers acompanhando quase que simultaneamente, imagine com semanas e mais semanas de espera? É claro que quem produz os seriados quer ganhar milhões com isso e pagar seus caros atores e não perder nenhum centavo, muito pelo contrário, receber ainda mais. No entanto, se não fosse a popularização do programas pela internet, não teríamos esses aficcionados que existem hoje e compram/consomem diversos produtos oficiais, pois não é só de episódios que se vive uma série de tv, se fosse assim as novelas da Globo não existiriam, né? Já que elas são transmitidas “de graça”.

Outra questão importante, mesmo assim, eu ainda assino tv a cabo, mas quase não acompanho nada por lá, ou seja, estou gastando meu rico dinheirinho que poderia estar sendo investido em alguma maneira de comprar/assistir meus shows favoritos.

Alguns sites de canais como The CW já disponibilizam episódios completos de seus programas, no entanto se você tentar assistir receberá esse aviso: “Thank you for your interest in The CW. This service is currently available to viewers living in the United States” (Obrigado pelo seu interesse no The CW. Esse serviço está apenas disponível para usuários residentes nos E.U.A.). Ou seja, de nada adianta. O canal The CW é responsavel pela exibição de alguns fenomenos de audiência como America’s Next Top Model e Gossip Girl. Isso acontece com diversos outros sites de canais de televisão como ABC, Showtime e diversos outros. Resumindo, fica difícil não apelar para meios não muito corretos de se ver episódios.

Como, nós fãs de seriados no Brasil, faremos para podermos assistir aos nossos programas preferidos sem ter que esperar mais que o normal? Não sou contra pagar por um serviço ou produto relacionado a programas de televisão, muito pelo contrário acho adequado, mas aqui no Brasil não tenho nem escolha para isso.

O que aconteceu com o nosso modo de ouvir música?

27 de Novembro de 2009 por Convidado

menina ouvindo música

Texto escrito por Wagner Brito do blog Blablaismo

Caro leitor, me responda: quando foi a última vez que você parou para ouvir um álbum completo de uma banda? Pois é, nossa vida agitada e as facilidades tecnológicas estão tirando este antigo prazer.

Em menos de 2 minutos já é possível baixar algumas músicas pela internet, colocar no seu ipod ou mp3 player e sair por aí, ouvindo. Mas e apreciar a música?

Quando eu era mais novo, um dos meus prazeres era pegar o cd – ou vinil – da minha banda preferida, sentar no chão do quarto e ouvir as músicas acompanhando as letras pelo encarte. Talvez esse seja o maior desejo de uma banda: você prestar atenção na criação dele.

Não consigo culpar o mp3 por isso. Afinal, é só mais um formato que existe. A culpa é nossa mesmo, que queremos tudo para agora. Não conseguimos mais ficar parados e apreciar a música. Tanto que os players portáteis não facilitam em nada para acompanhar a letra. Alguns nem oferecem essa opção.

Ter o álbum em formato físico proporcionava outra atividade que era boa: convidar seus amigos para ouvir. Era divertido ir à casa de amigo para ouvir aquele álbum do Metallica que você estava procurando e tecer comentários enquanto ouvem. Hoje é cada um com seu headfone.

Ouço muito a reclamação de que ultimamente não se tem feito músicas de qualidades. Na verdade, tem sim, só que estamos parando muito pouco para ouvir com atenção. Podemos dizer que não ouvimos músicas, só escutamos.

Continua na parte 2 (em breve)

Análise: Brütal Legend

18 de Novembro de 2009 por Convidado

Brutal Legend

Texto escrito por Pedro Giglio do blog Working Class Anti-Hero

Na minha tenra infância, eu e um grande amigo do colégio passávamos o tempo de várias formas, né? Além dos estudos (afinal, ninguém é de ferro) a gente fazia o que a idade regia: nos dividíamos entre ver desenhos, jogar videogame, ir à praia, partidas gigantescas de RPG, e por aí vai. Sua irmã mais velha tinha o quarto cheio de pôsteres de bandas de rock da época. Claro, havia a regra não-dita daquele ser o canto dela e a gente não poder entrar… e ainda assim, era bem claro ver bandas como Skid Row, Poison, Trixter e afins olhando para ela toda noite.

Já a gente, não: dos vinis e cassetes que ouvíamos, passamos a ouvir paradas mais pesadas com o tempo… fossem os contemporâneos, como Ministry, Testament e afins, a clássicos como Ozzy Osbourne. E é claro que havia aquela zoação leve com a irmã dele sobre algum vocalista da banda do coração dela parecer uma mulher, os cabelos esvoaçantes, as roupas colantes e tudo mais. Ir às lojas para conferir as camisetas e lançamentos durante o advento do CD era diversão garantida: tínhamos aquelas lojas de coração que costumávamos visitar para garantir nossa dose de rock pesado.

Uns bons vinte anos depois disto, o estúdio Double Fine – do mestre Tim Schafer, que trabalhou em jogos como The Secret of Monkey Island, Grim Fandango e o fantástico (mas infelizmente subestimado) Psychonauts – lança Brütal Legend, um jogo de aventura para Xbox 360 e PlayStation 3 que fez esta avalanche de memórias do começo do texto vir à tona. Afinal de contas, a ideia do jogo é a seguinte: Eddie Riggs – dublado por Jack Black, que também é a inspiração para o visual do personagem – é um roadie de uma banda de rock pra lá de meia-boca, e ele mesmo é um cara tradicional que prefere o rock pesadão e o heavy metal de outras eras.

Depois de um acidente no palco, ele é transportado para um mundo de fantasia totalmente inspirado no imagético do gênero. Sacam aquelas capas de disco de metal, com logotipos difíceis de ler, cores fortes, fogo, sangue, metal e mulheres de pouca roupa? Explorar o mundo do jogo te faz ver tudo isso e muito mais. Sem exagero: o que não faltam são momentos em que você olha uma cena e imagina que aquilo poderia muito bem ter sido a capa de um vinilzão daquele grupo de power metal do início dos anos 80. Monolitos em formato de guitarra, paredões de amplificadores, cruzes de pedra, guerreiros com espadas, caveiras e pilhas de ossos, e por aí vai. E até mesmo o céu tem tons mais avermelhados, roxos e afins – com direito a lua com formato de caveira!

Brutal Legend

A direção de arte do jogo parece ter sido feita por verdadeiros fãs e estudiosos do metal e rock pesado – afinal de contas, não só o heavy do Black Sabbath como os rockões farofa do Mötley Crüe e paradas sombrias como Cradle of Filth, e o visual das áreas reflete bem isso: a fortaleza do general Lionwhyte (dublado por Rob Halford, do Judas Priest) é espalhafatosa, dourada, cheia de piscinas e coisas chamativas. Mais pra frente, as forças do Drowned Doom – tenebrosas que só – vivem em um mundo com catedrais góticas em ruínas, mares negros… enfim, é uma grande jornada com uma trilha sonora de peso, um verdadeiro tratado sobre o rock pesado.

A jogabilidade em si é em mundo aberto, com missões aqui e ali, e todo aquele esquema de evoluir Eddie e seu equipamento – seja sua guitarra mágica, o machado de guerra ou o carrão pronto para passar por cima de monstros incautos. Mais pra frente, o jogo dá uma mudada considerável – entra um elemento de estratégia em tempo real onde cada facção tem que tomar conta de seu palco (isto é, a base) enquanto cria barracas de venda de material sob fontes de almas dos fãs e forma seu exército. Batedores de cabeça detonam inimigos de perto, as fãs atiram de longe, os roadies (sempre sorrateiros!) são as unidades invisíveis, e por aí vai. Esta modalidade parece estranha no começo, mas mais pra frente fica mais divertido – ainda mais porque o multiplayer via Internet é baseado neste lance das guerras campais.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, contar com a participação de figurões do gênero – além do supracitado Halford, o jogo tem Ozzy Osbourne, Lemmy Kilminster (Motörhead) e até mesmo Lita Ford, entre dublagens e personagens inspirados neles – dá aquela credibilidade a mais. É aquilo… quando até mesmo as letras de música de vários artistas homenageados servem de referência direta no meio da trama do jogo, você vê que houve um trabalho de amor ao metal. E mesmo eu, que só tenho prestado atenção nos clássicos e não tenho a paciência que tinha há 20 anos para o material mais recente, me senti tocado pela mão dos Titãs do Metal.

Brütal Legend é o tipo de jogo que todos deveriam conferir, sejam fãs do gênero – tanto de jogo quanto da música – ou não. Então erga seu machado – seja o de cordas ou o de verdade – em nome do Metal!

Brutal Legend

Moda na TV

11 de Setembro de 2009 por Convidado

Tim Gunn

Texto escrito por Cyn Cardoso do Silent Devotion

Para quem curte moda, a tv oferece programas bem bacanas sobre o assunto em sua programação. São de diversos formatos, mas sempre abordando a imagem pessoal e mostrando o quão importante ela é para a nossa auto-estima.

Levando em conta que não basta saber se vestir, mas também é preciso ter um bom corte de cabelo, uma boa aparência, um rosto bem cuidado, não somente para causar uma boa impressão, mas para se sentir bem, a Discovery Home & Health juntou varios programas de moda em um só dia e o entitulou de Quartas de Beleza. Entre os programas apresentados, um depois do outro estão: Esquadrão da Moda (What Not to Wear), Mude Meu Look (How Do I Look), Glammour Superstar, 10 Anos Mais Jovem, Tim Gunn: Guru de Estilo

Comandado por Stacy London e Clinton Kelly, em Esquadrão da Moda (What Not to Wear), são selecionadas pessoas comuns e estas aprendem como se vestir. É divertido e tem dicas super legais, mas é um pouco desagradável a maneira com que a dupla trata a pessoa com quem estão lidando. Geralmente são sarcásticos e até maldosos em excesso, podendo chegar a humilhar a pessoa em questão.

Um outro bem interessante é o 10 anos mais jovem. Este também pega pessoas comuns e dão aquele trato, desde cuidados com a pele, dentes, cabelos, estilo e etc, provando que não existe gente feia, existe gente mal cuidada.

A atriz e especialista de moda Finola Hughes comanda o chamado Mude meu Look – que segue a linha do Esquadrão da Moda porém sem humilhações – e Jay Manuel, jurado do American Next Top Model está à frente de Glamour Superstar que muda o estilo de um anônimo inspirando-se na celebridade preferida do anônimo em questão.

Um dos meus preferidos é Tim Gunn: Guru de Estilo. Tim Gunn que comanda o programa é diretor de criação da empresa americana Liz Claiborne Inc. De uma elegância e classe inconfundíveis, o estilista valoriza e respeita o estilo e o corpo da mulher – não importa se estão acima ou abaixo do peso – e as ensina a se vestir da melhor forma para valorizar o que elas tem de melhor e dando aquele up na auto-estima.

Esquadrão da Moda

Para o estilista, a base de tudo está numa boa lingerie, que valorize a mulher. Uma mulher com uma lingerie confortável que dê uma boa estrutura para o seu corpo, tem tudo para se vestir bem, seguindo as ficas do estilista que avalia os pontos fortes de cada mulher que ajuda, e a mostra o que ela pode e não deve usar. Bacana ver mulheres se transformando por dentro e por fora, pois ele prova à mulher que para estar linda e deslumbrante ela não é obrigada a ser uma top model super magra. As curvas são valorizadas sem a menor vulgaridade e o lema de Tim é “Não podemos desejar seu sucesso mais do que você mesma” e a partir disto, a mulher se compromete em dar o melhor de si para ficar mais bonita e confiante. Como o próprio estilista diz, ele é um terapeuta da moda, pois todo o processo resulta em uma mulher mais bonita, pelo simples fato de se sentir assim e ter um lindo sorriso confiante no rosto.

No dia 09/09, estreiou na Boomerang o programa Temporada de Moda. Se trata de um reallity show produzido pela revista Capricho, com o objetivo de encontrar um(a) novo (a) estagiário (a) para o departamento de estilo da revista.

Apresentado pela editora criativa da revista, Adriana Yoshida o programa mostra tudo o que acontece nos editoriais de uma das maiores revistas teen do Brasil. Nele é possível ver o desempenho dos participantes que tem como tarefa produzir e executar um editorial de moda diferente a cada episódio. O bacana do programa é que ele mostra como as coisas acontecem na redação da revista e a dinâmica de produção de um editorial de moda. Ele será apresentado todas as quartas às 21h, no canal Boomerang.

Se tv por assinatura não é uma opção para você, uma boa alternativa é o programa Esquadrão da Moda produzida pelo SBT. O programa, nada mais é do que a versão brasileira do americano What Not to Wear, o Esquadrão da Moda de Stacy e Clinton que passa na Discovery Home & Health. Em sua versão tupiniquim, é comandado pela modelo Isabella Fiorentino e pelo consultor de moda Arlindo Grundo. Ele segue a mesma formula e dinâmica de What Not to Wear, mais parecendo uma cópia exata pro programa americano. O programa é apresentado todas as terças às 20h.

Análise: The Ghostbuster – The Video Game

26 de Julho de 2009 por Convidado

Ghostbusters

Texto escrito por Dimitri Robles da e-Zone Online

Na grande maioria das transposições de mídias, quando ela ocorre, boa parte de tudo aquilo que torna um filme, um game ou um livro únicos se perde. Isso acontece quando um filme resolve se aventurar em forma de game. Ou quando um grande Best seller literário resolve tomar forma visual como película de cinema.

Se você curtiu cinema nos anos 80 e 90, provavelmente é um grande fã dos Caça Fantasmas e provavelmente, ao jogar o recente The Ghostbuster – The Vídeo Game, não sofrerá desse problema. Quer dizer, o filme não está ali e nem de longe o game é impecável, mas podemos respirar aliviados ao ver, que depois de 9 horas controlando um dos caçadores de assombrações, tudo que o tornou clássico, Cult e inesquecível, felizmente ainda esta lá.

Para começar, não iremos detalhar a história do jogo, evitando spoilers desnecessários, mas saiba que o quarteto que forma os Caça Fantasmas agora tem um novo membro: Você. Pra evitar que a atenção fosse dada de maneira desigual a apenas um dos personagens que fosse controlado na aventura, a desenvolvedora teve uma acertada decisão de incluir um novato no time, que é onde você entra. Sem nome, sem apegos emocionais nostálgicos e sem abrir a boca do começo ao fim, você se sente parte da equipe, mas inconscientemente, não rouba os holofotes do quarteto clássico visto no cinema.

Os gráficos estão acima da média com construções bem definidas e muitos itens destrutíveis pelo caminho, fazendo a alegria da sua arma de Prótons, que pode ser usada pra causar o máximo de danos aos locais, para que você receba isso em dinheiro mais tarde, devido a um “seguro caça-fantasma” que a prefeitura de Manhattan criou pra manter a cidade livre dos fantasmas e ao mesmo tempo manter ela inteira.

A iluminação também se mostra fantástica, já que os jorros de energia que brotam de sua arma iluminam todo o ambiente e os inimigos de forma dinâmica, sem contar as belas explosões que causam. O único revés em seu quesito gráfico fica para a modelagem dos personagens. Apesar de serem magníficas e extremamente fiéis aos atores de carne e osso, uma aparência plástica foi conferida às texturas que por vezes, principalmente nos closes dos CGs, deixam todos com uma aura artificial ou com cara de bonecos de borracha, o que acaba um pouco com a magia do envolvimento no game.

Já no quesito sonoro o game é quase irrepreensível. Os dubladores originais dos devidos personagens estão de volta, conferindo a cada um uma personalidade única e diálogos, que tal qual o filme, são impagáveis e estão repletos de piadas ácidas e humor inteligente com a ajuda de um bom roteiro. Desde as músicas que rolam durante o menu até as músicas que embalam suas caçadas, bem como as explosões e sons de cada inimigo ao te atacar ou ao explodir numa nuvem de ectoplasma colorido, os efeitos fazem o seu papel e se destacam. Ligue o home theater no volume máximo sem medo de ser feliz.

Sem medo de honrar o grande clássico do cinema, The Ghostbuster : The Vídeo Game mostra como adaptar um jogo do cinema, mesmo depois de tanto tempo, e fazê-lo soar genuíno e divertido. A decisão da Activision Blizzard de abrir mão do game, e quase mandá-lo ao limbo, se mostrou errada e que o game poderia ter futuro, como apostado pela Atari, não para apenas ser um grande sucesso memorável, mas para talvez garantir uma continuação e dar seguimento a popularidade dos personagens se não no cinema, de forma mais divertida e interativa no universo dos videogames. Vale a compra e definitivamente não decepciona.

Ghostbusters

Do desrespeito com o telespectador

19 de Julho de 2009 por Convidado

TV fora do ar

Texto de Thássius Veloso dos blogs Memórias Fracas e Tecnoblog

Como estudante de Comunicação Social, eu me sinto na obrigação de acompanhar a mais variada gama de programas de televisão. É preciso ter tempo para (quase) tudo: séries, jornalísticos, documentários, programas de variedades, programas “para a família” etc. Menos novela, evidentemente, porque não tenho a menor paciência para isso, embora admire quem tenha. O que importa é que, num dos meus momentos de zapping pela tevê aberta brasileira, fui presenteado com o incrível momento em que uma subcelebridade tinha que dar notas de zero a dez para pessoas um tantinho (quase nada) mais famosas que ela.

O programa era o “Hoje Em Dia”, um matutino da TV Record que têm obtido bons pontos de audiência e incomodado a Globo. A subcelebridade em questão, um apresentador da emissora, dava as notas e depois as comentava. É claro que as notas dez foram logo reveladas ao público, enquanto que as notas piores e impregnadas de malícia ficaram para o final do quadro. Pois é, o problema é que o final do quadro não foi exibido.

Por incrível que pareça, em dado momento a transmissão foi interrompida. Mais ou menos assim: o diretor do programa pediu para que o convidado lesse um recado para as câmeras. Em seguida, sem mais nem menos, o “Hoje Em Dia” foi encerrado e começou o “Balanço Geral”, que é emissora da Record aqui no Rio de Janeiro. Em resumo, fiquei sem saber quais seriam as piores notas, justamente as com maior apelo junto à audiência por atiçar a curiosidade do telespectador.

A televisão brasileira levou anos para desenvolver o conceito de grade de programação, com horários bem definidos e certa tradição sobre que programas passam em que horários (o SBT de Silvio Santos não conta…). Parece que agora é preciso que as emissoras aprendam que não dá para deixar o telespectador, consumidor daquele produto televisivo, na mão. Assim como eu fiquei frustrado por não saber como o quadro do “Hoje Em Dia” terminou, aposto que outros espectadores tiveram a mesma sensação.

O problema não afeta somente programas de entretenimento. De vez em quando somos testemunhas de noticiários que prometem exibir determinada matéria, mas depois desistem de fazê-lo. Às vezes é necessário devido ao tempo corrido de um telejornal, mas parece-me que não deixa de ser um tipo de propaganda enganosa. Alguns jornais até pedem desculpas e avisam que a matéria será exibida no dia seguinte, mas outros se fazem de joão-sem-braço e não avisam absolutamente nada. Respeito ao telespectador para quê, não é mesmo?

Se a quantidade de pessoas que assistem televisão tem diminuído nos últimos anos, é preciso entender que uma pessoa que seja é fundamental para que a emissora continue a vender publicidade e, consequentemente, a existir. Manter esse desrespeito ao espectador não vai ajudar emissora alguma a ganhar pontos de audiência. Muito pelo contrário, vai justamente levá-la na direção oposta à do “caminho da liderança”.

Foto: Flickr do Sifter