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Festival Planeta Terra tem novas bandas confirmadas

27 de July de 2011 por Convidado

Em coletiva de imprensa realizada na manhã dessa última terça-feira, dia 26, pela organização do Festival Planeta Terra, foi anunciada a presença de sete novas atrações no evento deste ano, que tem data marcada para acontecer no dia 5 de novembro, no Playcenter, em São Paulo.

Na lista das apresentações internacionais, se juntaram ao line-up do Festival os americanos do Interpol (foto), a banda canadense de indie rock Broken Social Scene e os grupos britânicos Goldfrapp e White Lies. Já o rapper Criolo, e os paulistanos do Garotas Suecas e do The Name, também anunciados nessa terça-feira, integram os shows nacionais do Planeta Terra.

Em abril e junho, foram confirmadas as participações do The Strokes, Beady Eye (grupo do ex Oasis, Liam Gallagher), Peter Bjorn and John, The Vaccines e Toro Y Moi. No entanto, os ingleses do The Vaccines, por conta da excursão que vão fazer na Europa ao lado do Arctic Monkeys, tiveram de cancelar sua vinda ao Brasil.

Outras quatro atrações fecharão a lista de programação do Festival. Segundo a organização do evento, é possível que artistas de música eletrônica façam parte do time. Ainda de acordo com os organizadores, o anúncio dos novos nomes deve acontecer antes de novembro.

A grande atração

O The Strokes, que não lançava um CD desde 2006 e está em turnê com o novo álbum, o Angles, é a grande expectativa para o evento. Será a segunda vez que o grupo, liderado pelo vocalista Julian Casablancas, vem ao país. Em 2005, a banda participou do TIM Festival e fez apresentações em São Paulo, no Rio de Janeiro e Porto Alegre

Além das novas atrações divulgadas na coletiva de imprensa, foi anunciado que o festival terá uma edição em Lima, no Peru, prevista para acontecer no início de 2012.

O que é o Planeta Terra?

O Planeta Terra é um festival de música que acontece anualmente em São Paulo, desde 2007. O evento trouxe ao Brasil em 2010 nomes importantes da música como o Smashing Pumpkins, Pavement, Phoenix, Mika, Of Montreal, Empire of the Sun, Hot Chip, Passion Pit, entre outros. Para o Festival deste ano, todos os três lotes de ingressos, disponibilizados à venda no site Tickets for Fun, foram esgotados em pouco mais de 14 horas.

Texto escrito por Verônica Vasque, do Whatever Song.

Retrospectiva 2010: As melhores HQs do ano

31 de December de 2010 por Convidado

E 2010 foi um ano fantástico para os quadrinhos. Tivemos muita variedade. Muitos títulos de vários gêneros diferentes publicados, tanto no Brasil como fora. Bom, eu tentei resumir o ano em 5 HQs, pinçando entre sagas, histórias isoladas, graphic novels, enfim, tentei ser o mais abrangente o possível. Minha lista com as 5 melhores HQs de 2010 fica assim:

5. Scott Pilgrim contra o Mundo – Sinceramente, eu esperava mais, por todo o burburinho gerado, pelo filme, enfim. Comprei a HQ há pouco tempo, com muita expectativa. A história não é ruim. É um misto de comédia romântica com aventura, com referências interessantes ao mundo geek/nerd.

Scott é um cara que toca numa banda, bacaninha, mas que ainda não faz sucesso, que se apaixona por Ramona, e com um pouco de malícia consegue um encontro com ela. Para ficar com ela, precisa antes derrotar seus 7 namorados do Mal. Resumindo, simples, descontraído, se adapta a todos os gostos. Todo mundo tem algum ponto em que se identifica com a história, ou pelo romance, ou pelas referências pop, em especial aos games dos tempos dos 16-bit. Enfim, diversão garantida.

4. A Noite mais densa – Eu sou de certa forma parcial para falar sobre Lanterna Verde, mas nos últimos 3 anos, o herói esmeralda tem carregado a DC nas costas. Graças ao excelente trabalho de Geoff Johns, o Lanterna está em seu lugar de direito, com grandes sagas, envolvendo o Universo DC e interferindo diretamente com o destino dele. No começo eu não botava muita fé na Guerra do Arco-ìris (hehe) e quebrei a cara, a Noite mais densa, é sim densa, intensa e não erraram a mão. Muito bom.

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Aluguel de carros: um grande negócio inexplorado

11 de August de 2010 por Convidado

Fiat Doblo

Por um tempo, eu trabalhei com sinistro em uma das maiores locadoras de carros aqui no Brasil e vi de perto as vantagens e desvantagens em usar um serviço de rent a car. Mesmo com centenas de milhares de pessoas usando constantemente, o rent a car ainda é meio que discriminado por aqui, mas vamos entender melhor esta opção de “ter” um carro.

O aluguel de veículos é altamente vantajoso quando feito com uma empresa séria. Você pode pegar um carro como Fiat Dobló (espaçoso, confortável e potente) por diárias a partir de 150 reais com quilometragem livre. Achou caro? Pense bem.

Digamos que você queira fazer uma viagem de 1200 km com seu carro e levar dois amigos. Será preciso fazer uma revisão em pneus, freios, suspensão, direção e óleo de motor (isso é o mínimo). Mesmo com revisão, pode acontecer algum pequeno acidente que envolve desde um furo no pneu até colisões com outros carros. Se isso acontece, você fica parado, sem carro e ainda torra uma grana acionando seguro.

Já com o rent a car, a maior preocupação é entregar o veículo com o tanque cheio novamente. Você pega um carro revisado e de certa forma, novo, afinal, todo carro de locadora não pode ter mais de 18 meses de uso. Aconteceu um acidente, vou ficar sem carro? Não. Em muitos casos o valor do seguro está embutido na locação e a locadora ainda lhe envia um veiculo substituto.

Mas, para desfrutar das vantagens é preciso ser esperto, tem que ser malandro. O Check List feito antes que você pegue o carro é com sua presença, e o Check List da devolução também, então, seja atencioso. Siga o cara que está avaliando o carro, seja chato, confira de perto. Tome cuidado para que você não precise pagar por danos que o veiculo já tinha.

Corolla

Alugar um carro com quilometragem controlada só é vantagem para quem precisa percorrer curtas distâncias. Se for preciso fazer uma viagem de São Paulo a Curitiba, pagando cerca de 50 centavos por quilômetro, a brincadeira já custa 300 reais só de quilometragem.

Outro ponto interessante é a possibilidade de alugar o veículo em uma cidade e devolver em outra, mas para isso, questione a loja com antecedência. Em algumas grandes redes, a devolução assim só é permitida entre lojas próprias, ou seja: nada de deixar em franquias.

Na Europa, o uso de veículos alugados é bem popular, até por causa do turismo. Não é difícil ver alguém alugando um carro na Alemanha e descendo até a Itália com ele, deixando por lá mesmo.

Por aqui, o uso ainda não ficou tão popular principalmente porque não somos acostumados com essa cultura e nosso comodismo permite que sejamos “enganados” por uma empresa do ramo, já que poucos lêem o contrato e prestam atenção.

Então fica a dica: Se você costuma viajar bastante, experimente alugar um carro para testar o que eu disse!

Texto escrito por Cleiton Souza do blog Shock Motors.

Crítica: Kick Ass

13 de July de 2010 por Convidado

Kick-Ass

Ao se deparar com a publicação nacional de “Kick Ass – Quebrando Tudo”, você imagina que se trata de uma HQ única. Afinal, um encadernado em capa dura, com roteiros dos experientes Mark Millar e John Romita Jr. e um preço nada convidativo de R$ 60,00, você imagina que só algo revolucionário (ou marcante para a nona arte) justifica essa estratégia editorial.

Pois bem! “Kick Ass” não é revolucionário! Não é uma nova vertente nas histórias em quadrinhos! E não é imperdível! O que não significa que seja ruim…

“Kick Ass – Quebrando Tudo” no início tenta apresentar algo que o roteirista o denominava como “único”: o que aconteceria se um garoto do mundo real resolvesse colocar uma roupa de mergulho e sair dando bordoada nos bandidos da região? A premissa interessante se mostrou fiel até certa parte de “Kick Ass”, principalmente como vemos que esse negócio de salvar o mundo é uma ideia bastante perigosa (para não dizer idiota).

Hit Girl

Mas ela se transforma da água para o vinho quando nos apresentam a pequena e carismática Hit Girl, uma garotinha de 9 anos que consegue usar espadas e armas de fogo como uma profissional. A partir daí, Kick Ass se torna um coadjuvante das peripécias impossíveis da jovem. Dá para entender que o “mundo real” de “Kick Ass” não é tão real assim, e que Kick Ass só é o bucha que é, porque não teve o treinamento necessário (como o Batman… Quero dizer, como a Hit Gil).

Apesar da premissa de “realidade” ser jogada pela janela, a HQ se torna muito mais divertida! Não tem como não se impressionar e torcer pela Hit Girl, pois o que ela tem de fofinha, tem de casca-grossa! E apesar dos clichês na trama, você acaba automaticamente pensando “ah! É quadrinhos de super-heróis! O que você esperava?”.

No final, com o desfecho da história da pequena Hit Girl, o roteiro tenta voltar a “realidade normal” das coisas, dando um desfecho bastante triste, mas consequentemente real! E ainda em aberto, especialidade de Millar, por causa das já anunciadas continuações.

Isso deixa um gosto ruim na boca ao terminar a leitura. Só não se sabe se é pelo final depressivo ou se é pelo preço salgado que você pagou por mera HQ divertida de super-heróis.

Escrito por Bernardo Cury, o Mallandrox dos Melhores do Mundo

Análise: Super Street Fighter IV

8 de May de 2010 por Convidado

Hakan

Quando estamos na frente da televisão, jogando nosso game predileto, uma avalanche de pensamentos e recordações toma conta nosso cérebro. Vivemos continuamente com os resquícios dos games que já passaram pela nossa vida. Certos momentos e inspirações retornam das mais variadas formas. Nesses fragmentos, contextualizado em qualquer gamer ‘Old School’, está intrínseco na série Street Fighter.

As casas de fliperamas, do início dos anos 90, são exemplos dessa batalha. Fichas e mais fichas eram gastas para o aprimoramento dos golpes e o descobrimento do mecanismo de execução. Street Fighter II – World Warriors, mudou os paradigmas dos jogos de luta e praticamente todos os games que vieram após o seu lançamento continham referências evidentes.

O tempo passou e o game foi modernizado. Versões ‘Champion Edition’, ‘Turbo’, ‘Zero 1’, ‘Zero 2’, etc., foram concebidas popularizando a marca por todo o planeta. Com a chegada da nova geração, as características dos novos consoles proporcionaram jogos com mais detalhes, melhor jogabilidade e profundidade gráfica. Eis que, em fevereiro de 2009, aproveitando essas nuances, surge Street Fighter IV.

Uma nova forma de encarar os jogos de luta foi criada. Muito melhor, mais bonito e com jogabilidade aprimorada… Ou seja, de qualquer forma imperdível. Desde o seu lançamento, já ouvíamos rumores de um suposto SSFIV, que seria composto por novos lutadores, golpes inéditos e por ai vai…

Street Fighter IV

Em 2009, uma avalanche de boatos circundou a internet. Cada qual apontava para uma série de nomes que poderiam compor o elenco de lutadores. O tempo passou e a Capcom, aos poucos, nos apresentou suas escolhas… Vídeos e imagens surgiam e os segredos eram desvendados…

Analisar o game é uma tarefa complicada. Em cada minúcia do projeto um emaranhado de informações e referências históricas se destaca. Olhar para a tela da América do Sul (Blanka) e não recordar de SF II é quase impossível.

Super em tudo

Os novos personagens: T. Hawk, Dee Jay, Juri, Cody, Guy e Adon, Hakkan, Dudley, Ibuki e Makoto foram escolhidos a dedo para atingir o maior público possível. O mais interessante é Hakkan, com seu corpo embebido de óleo e animações engraçadas. Entretanto, todos os personagens condizem com a história do game. O equilíbrio entre as características de cada lutador foi, sutilmente, nivelado aumentado a diversão e a aproximação com os jogadores mais casuais.

O universo criado para os encontros continuam peculiares. Absorvemos as necessidades de cada combate, e assumimos seus desejos como algo único. Blanka, por exemplo, luta para ser aceito da forma que é. Comove e inspira. A interação da luta com o cenário é interessante. As ações realizadas nos combates interferem na região a sua volta. Pessoas que caem, olhares assustados…

Cada uma das fases possui suas distinções e identificá-las é prazeroso. Além de toda a ambientação, os lutadores são bem produzidos, assim, como no seu antecessor! Vale destacar a volta dos estágios de bônus. É sempre divertido destruir carros ou barris para conquistar mais pontos. Espero que em alguma atualização do game a fase dos galões pegando fogo retorne.

Super Street Fighter IV

A precisão dos controles continua soberba. Vou mais além, está quase sem falhas. Algo importante para ser destacado é que para uma experiência completa, existe uma necessidade notória de um controlador nos moldes do arcade. A execução de combos e especiais no controle convencional são irritantes. A disponibilidade dos botões no i-pad é uma tortura.

Agora cada lutador possui dois ultra-combos. Esse aspecto foi uma mudança interessante em relação ao primeiro, pois agora, temos mais possibilidades de combinações de ataque e finalizações mais contundentes. Os gráficos continuam no mesmo nível do anterior, ou seja, muito bons!

Nem tudo é perfeito

A introdução histórica dos lutadores continua decepcionante. Os finais estão pobres e previsíveis. É até incoerente a Capcom evoluir em tantos pontos e deixar um dos ápices de lado. Um trabalho mais denso e abrangente é cabível. Passamos por todas as batalhas e a decepção final poderia ser dispensada. Esse foi o mesmo problema do título anterior… Quem sabe num próximo título (se houver).

Seth, ainda, não está equilibrado. Enfrentá-lo pode ser uma tarefa bem complicada, e de muitas formas, frustrante, mesmo nos níveis mais fáceis.

Conclusão

Com novas modalidades online (Endless Battle, Team Battle), gráficos convincentes (no mínimo igual à versão anterior), controles precisos, imersão na narrativa e jogabilidade insuperável, SSFIV mantém a superioridade em relação aos outros jogos de luta. Não é tão técnico como alguns concorrentes, porém o carisma e a complexa relação que possui com os gamers o transforma num título imperdível.

Texto escrito por Rodrigo Cezzaretti, do blog Push Start.

Análise: Battlefield Bad Company 2

19 de March de 2010 por Convidado

Bad Company 2

O que posso dizer do BC2? Que ele é viciante? Que ele é um dos fps-shooter mais realista e intenso que eu já joguei até hoje no PC? Que os gráficos de luzes, sombras, modelagem 3D dos personagens, texturização de armas e veículos estão realmente espestaculares nessa versão e que os sons de ambientação, som das armas e som dos veículos fazem você se sentir em meio a uma verdadeira guerra?

Gamer das antigas que sou, já testei e joguei muitos fps (todos para pc)… Se puxar pela memória os marcantes, consigo lembrar: Quake, Unreal Tournament, Action Quake 2, Counter-Strike versões betas, Day of Defeat (modo Source de ambos eu detestei tanto o CS como o DoD), Team Fortress 2, Medal of Honor, Battlefield 2, Battlefield 2142, Call of Duty 1/2/3/4/5/6, esse último o Modern Warfare 2. Mas tenho que confessar: Bad Company 2 é duca…

Assista: Video gameplay de Bad Company 2

O Single Player está com uma quantidade de fases diferenciadas muito interessante, que mistura uso de diversos veículos, armamento pessoal, treinamento no uso do “UAV” (mini-helicóptero que é controlado por controle em terra para bombardeios), tanques e muito mais. O ponto falho do modo single player são as histórias e os personagens, que ficam devendo se comparado aos novos single players, como por exemplo o do Modern Warfare 2.

O Multiplayer está sensacional, com muitas fases e sistema de pontuação (levels) para liberação de novas armas, equipamento pessoal e acessórios especializados para guerra… (melhores armamentos nos tanques, acessórios para suas armas, sistema detector de mísseis). Algumas das armas são classes específicas e não podem ser atribuídas a qualquer soldado.

Bad Company 2

São 4 classes no modo multiplayer: Assault – soldado da linha de front, que avança para cima dos inimigos e carrega munição para dividir com seu time quando precisarem; Engenheiro – responsável na maior parte do tempo em ajudar os veículos no meio da guerra para que eles não explodam; Médico – matar os inimigos e com o “poder” de ressucitar os combatentes na linha de front; Sniper – eliminar os inimigos de um posição segura e “espotar” os tanques inimigos com o uso do binóculo para o bombardeio.

O grande problema do multiplayer não é o jogo em si, mas sim o sistema da EA que ainda está muito falho com alguns “bugs” (falhas com o sistema de anti-cheat punkbuster), alguns usuários também estão reclamando que não conseguem visualizar o valor do “ping” (também é o meu caso) e o sistema de envio de amizade no modo multiplayer está também com muitas falhas (o envio do convite de amizade acontece para que você possa jogar no mesmo servidor que os seus amigos estejam jogando). O lag em alguns servidores está com o perda de pacote gigantesco e a demora na listagem de todos os servidores é às vezes insuportável.

Segundo um ticker que passa em rodapé, no menu principal, a DICE e a Electronic Arts estão cientes da situação e já estão trabalhando para resolver todos os bugs! E #Ficadica – já que o jogo possui o sistema Dolby Surround, recomendo uma investida num fone 5.1!

E se quiserem jogar uma partidinha comigo por lá, basta me procurar no twitter: @bigdigo ou enviando um convite de amizade direto de dentro do Battlefield Bad Company 2: só procurar “b1g d1go”.

Prós:

  • Multiplayer viciante e emocionante jogado em equipe
  • Realismo com os detalhes gráficos e sonoros
  • Possibilidade de destruição de quase tudo dentro dos mapas.
  • Variedade de mapas grandiosos

Contras:

  • Singleplayer poderia ser melhor
  • Bugs do sistema online da EA para serem resolvidos
  • Problemas com Punkbuster também precisam ser resolvido
  • E melhoria na velocidade da listagem dos servidores

Texto escrito por Rodrigo Bastos (BigDigo) do blog BigSense

Quem vem em primeiro lugar: a pirataria ou a cultura?

7 de March de 2010 por Convidado

Gossip Girl

Hoje em dia, muitos artistas defendem o direito de ter suas obras preservadas, evitado a assim a proliferação da mesma na internet. É muito fácil para quem ganha milhões e de repente perde alguns mil, por causa da pirataria reclamar, né? Estamos em pontas opostas, artistas e consumidor final, no meio um bando de gente que leva a maior parte do dinheiro. Mas onde quero chegar com isso?

Primeiro, sou viciada em seriados, assim como inúmeras pessoas ao redor do mundo. Gosto de descobrir novas séries, acompanhar bem uns 10 programas por temporada e escrever sobre isso. Só que não sou uma pessoa “privilegiada”, não moro nos EUA, local de onde vem a maior parte dos shows que assisto. Segundo, se por lá estreia um programa legal, eu tenho que esperar alguns muitos meses para que essa novidade chegue aqui, ou não. Exemplo, a 1ª temporada de United States of Tara, está sendo exibida, na FOX Brasil, apenas agora, quase um ano depois do fim da mesma ter sido transmitida nos país de origem. Um delay um tanto quanto grande. Tudo bem que as redes que transmitem os programas aqui no Brasil tentam diminuir o tempo, entre a temporada lá e a temporada aqui no Brasil, o canal Universal fez isso com House, mas mesmo assim não é suficiente. Além disso, é muito incômodo você ter que ficar a mercê do dia e dos horários da programação do canal de tv, visto que o tal Tivo (uma espécie de aparelho para gravar os programas que são transmitidos na televisão) nunca chegou por aqui. Ou seja, temos na internet acesso a milhares de sites e blogs brasileiros especializados em programas de tv que se fossem esperar a boa vontade da programação nacional iria ser ridículo para não dizer cômico.

Imagina quando o mundo inteiro já souber como termina Lost, o usuário de internet no Brasil (se não tivessem outros meios de ver o programa) iriam comentar sobre o último episódio, meses depois do ocorrido. Outro ponto, já difícil ficar se desviando dos spoilers acompanhando quase que simultaneamente, imagine com semanas e mais semanas de espera? É claro que quem produz os seriados quer ganhar milhões com isso e pagar seus caros atores e não perder nenhum centavo, muito pelo contrário, receber ainda mais. No entanto, se não fosse a popularização do programas pela internet, não teríamos esses aficcionados que existem hoje e compram/consomem diversos produtos oficiais, pois não é só de episódios que se vive uma série de tv, se fosse assim as novelas da Globo não existiriam, né? Já que elas são transmitidas “de graça”.

Outra questão importante, mesmo assim, eu ainda assino tv a cabo, mas quase não acompanho nada por lá, ou seja, estou gastando meu rico dinheirinho que poderia estar sendo investido em alguma maneira de comprar/assistir meus shows favoritos.

Alguns sites de canais como The CW já disponibilizam episódios completos de seus programas, no entanto se você tentar assistir receberá esse aviso: “Thank you for your interest in The CW. This service is currently available to viewers living in the United States” (Obrigado pelo seu interesse no The CW. Esse serviço está apenas disponível para usuários residentes nos E.U.A.). Ou seja, de nada adianta. O canal The CW é responsavel pela exibição de alguns fenomenos de audiência como America’s Next Top Model e Gossip Girl. Isso acontece com diversos outros sites de canais de televisão como ABC, Showtime e diversos outros. Resumindo, fica difícil não apelar para meios não muito corretos de se ver episódios.

Como, nós fãs de seriados no Brasil, faremos para podermos assistir aos nossos programas preferidos sem ter que esperar mais que o normal? Não sou contra pagar por um serviço ou produto relacionado a programas de televisão, muito pelo contrário acho adequado, mas aqui no Brasil não tenho nem escolha para isso.

Texto escrito por Lívia Jácome do blog Amanhã eu te conto.

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