Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

Análise: Gran Turismo 5

31 de December de 2010 por Pedro Cardoso

Gran Turismo 5

Gran Turismo é a série de simulação de corridas mais tradicional de todos os tempos, e o mais querido entre os gamers amantes de velocidade. O GT5 é aguardado ansiosamente por essas pessoas por longos 5 anos, e a Sony não decepcionou, criando mais um jogo grandioso, que merece o respeito de todos. Confira essa análise de Gran Turismo 5.

Preparado para a tecnologia Full HD e 3D, Gran Turismo 5 está com os gráficos caprichados, mantendo a qualidade que já se tornou comum na série. Se nas versões anteriores existia uma grande diferença entre a CG de apresentação e o gameplay, desta vez essa diferença é quase nula.

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Análise: FIFA Superstars

6 de June de 2010 por Pedro Cardoso

FIFA Superstars

É claro que a toda poderosa dos games não ficaria de fora dessa nova onde dos jogos sociais, e ao invés de fazer mais um joguinho de fazenda e outras besteiras mais, a EA Games comprou a Playfish e já entrou de sola com o FIFA Superstars.

E ano de Copa do Mundo, nada melhor do que lançar um jogo de gerenciamento de futebol no site mais acessado do mundo! Coisa de gênio. Para quem gosta de jogo estilo manager, para quem gosta de desafiar os amigos e tirar onda com eles (deixando recados no mural) e para quem curte matar o trabalho no Facebook, esse é o jogo ideal.

Logo no começo, você dá um nome ao seu time e recebe um número de jogadores meia-boca. Em seguida, você passa por um tutorial em forma de liga, e assim que passa por ela, já estará apto a coordenar sua equipe. E você deverá se preocupar com 4 aspectos: treinamento, estádio, compra e venda dos jogadores e os jogos.

Assim como já virou moda, sempre que subir de nível, ou seu time subir de liga (ou outras façanhas mais), o jogo pede sua autorização para publicar o resultado na sua timeline, para que todos vejam. Isso irrita muita gente, é claro.

FIFA Superstars no Facebook

Treine muito o seu time para ele se tornar competitivo. Os treinamentos podem durar de 5 minutos a até 24 horas, que acontecem em tempo real. Quando o seu time estiver em um nível aceitável, desafie a galera da sua liga e os seus amigos. Depois de vencer um certo número de partidas, você sobe para uma competição de mais importância.

A grande sacanagem da Playfish, é que, os serviços do técnico só duram uma semana, depois disso, é preciso pagar 10 dinheiros da virtuais, que você consegue apenas pagando-os com dinheiro reais. Sem o técnico, seu time perde 20 pontos de treinamento, e aí está o pulo do gato da empresa.

Apesar disso, FIFA Superstars é um jogo que vale a pena perder um tempinho jogando, mas só para quem gosta de games tipo manager. O jogo não é tão elaborado quanto os managers tradicionais, mas apresenta gráficos interessantes, com uma animação muito boa nas partidas, e pode ser uma boa alternativa para aquele momento que quer desestressar do trabalho. Ou se você não está prestando atenção em nada no que seu professor está falando.

Análise: God of War III

29 de May de 2010 por Pedro Cardoso

God of War 3

Com medo de fazer essa afirmação no calor do momento, eu digo que God of War III é o melhor jogo que já joguei em toda a minha vida, mas aí lembro de Shadow of the Colossus e repenso minha afirmativa. Mas enfim, está sem dúvida entre os três melhores, por uma série de razões que vou tentar explicar.

Assim como GoW 2 fez com o primeiro, GoW 3 continua exatamente de onde parou o seu antecessor, portanto, você já começa o jogo caindo na porrada com os monstros do Olimpo, tentando proteger Gaia, enquanto se equilibra e caminha pelo seu próprio corpo. As primeiras cenas são empolgantes, te colam no sofá, fazendo você querer mais e mais.

Qualidade gráfica

Tudo bem que a série God of War sempre primou por trazer uma narrativa cinematográfica para o video-game, porém, na terceira edição, isso foi elevado a um outro patamar. E o que mais impressiona, além dos gráficos perfeitos, são a falta de delay na transição entre o cinematic e o jogo em si. Simplesmente não dá para perceber entre um e outro durante o gameplay.

Aproveitando a qualidade do Playstation 3, os desenvolvedores colocaram novas câmeras, com isso, você vê ângulos de Kratos que não via nas versões do PS2. Mas é importante dizer que isso funciona de forma tão fluida, que em nenhum momento atrapalha ação ou o combate. De todo modo, os caras aproveitaram muito bem o potencial e o poder gráfico do PS3, e sobre isso, você pode ler melhor com a ótima vídeo-análise do Push Start.

Outro ponto positivo, é o fato de, mesmo que a tela esteja repleta de monstros por todos os lados, você nunca se sente perdido, e sabe exatamente o que deve fazer. Porém, é preciso destacar que isso funciona ruim em uma televisão de tela pequena. Para entender tantos elementos na tela, é recomendável uma TV de tela grande. Mas qual jogo não fica melhor assim?

Kratos

Jogabilidade

A jogabilidade em Gof of War III é a mesma dos jogos anteriores, com pequenas alterações nos movimentos, como por exemplo na hora em que ele abre as portas ou os compartimentos para recarregar a energia. O que antes ele fazia com duas mãos, agora ele usa apenas uma, mostrando que está mais fodarástico.

A interação com o cenário também continua a mesma, bem como o uso dos controles. Isso é confortante para quem jogou as duas edições anteriores, pois já fica familiarizado e não tem que aprender novos comandos e conceitos para começar a diversão.

Conclusão

God of War III é aquele tipo de jogo que faz alguém comprar um video-game, e a Sony ganhou muito com isso. Extremamente violento, ação frenética o tempo todo, trilha sonora empolgante, personagens marcantes e gráficos poderosos, tudo para torná-lo um clássico moderno e uma obrigação na estante e no currículo de qualquer gamer.

Análise: Super Street Fighter IV

8 de May de 2010 por Convidado

Hakan

Quando estamos na frente da televisão, jogando nosso game predileto, uma avalanche de pensamentos e recordações toma conta nosso cérebro. Vivemos continuamente com os resquícios dos games que já passaram pela nossa vida. Certos momentos e inspirações retornam das mais variadas formas. Nesses fragmentos, contextualizado em qualquer gamer ‘Old School’, está intrínseco na série Street Fighter.

As casas de fliperamas, do início dos anos 90, são exemplos dessa batalha. Fichas e mais fichas eram gastas para o aprimoramento dos golpes e o descobrimento do mecanismo de execução. Street Fighter II – World Warriors, mudou os paradigmas dos jogos de luta e praticamente todos os games que vieram após o seu lançamento continham referências evidentes.

O tempo passou e o game foi modernizado. Versões ‘Champion Edition’, ‘Turbo’, ‘Zero 1’, ‘Zero 2’, etc., foram concebidas popularizando a marca por todo o planeta. Com a chegada da nova geração, as características dos novos consoles proporcionaram jogos com mais detalhes, melhor jogabilidade e profundidade gráfica. Eis que, em fevereiro de 2009, aproveitando essas nuances, surge Street Fighter IV.

Uma nova forma de encarar os jogos de luta foi criada. Muito melhor, mais bonito e com jogabilidade aprimorada… Ou seja, de qualquer forma imperdível. Desde o seu lançamento, já ouvíamos rumores de um suposto SSFIV, que seria composto por novos lutadores, golpes inéditos e por ai vai…

Street Fighter IV

Em 2009, uma avalanche de boatos circundou a internet. Cada qual apontava para uma série de nomes que poderiam compor o elenco de lutadores. O tempo passou e a Capcom, aos poucos, nos apresentou suas escolhas… Vídeos e imagens surgiam e os segredos eram desvendados…

Analisar o game é uma tarefa complicada. Em cada minúcia do projeto um emaranhado de informações e referências históricas se destaca. Olhar para a tela da América do Sul (Blanka) e não recordar de SF II é quase impossível.

Super em tudo

Os novos personagens: T. Hawk, Dee Jay, Juri, Cody, Guy e Adon, Hakkan, Dudley, Ibuki e Makoto foram escolhidos a dedo para atingir o maior público possível. O mais interessante é Hakkan, com seu corpo embebido de óleo e animações engraçadas. Entretanto, todos os personagens condizem com a história do game. O equilíbrio entre as características de cada lutador foi, sutilmente, nivelado aumentado a diversão e a aproximação com os jogadores mais casuais.

O universo criado para os encontros continuam peculiares. Absorvemos as necessidades de cada combate, e assumimos seus desejos como algo único. Blanka, por exemplo, luta para ser aceito da forma que é. Comove e inspira. A interação da luta com o cenário é interessante. As ações realizadas nos combates interferem na região a sua volta. Pessoas que caem, olhares assustados…

Cada uma das fases possui suas distinções e identificá-las é prazeroso. Além de toda a ambientação, os lutadores são bem produzidos, assim, como no seu antecessor! Vale destacar a volta dos estágios de bônus. É sempre divertido destruir carros ou barris para conquistar mais pontos. Espero que em alguma atualização do game a fase dos galões pegando fogo retorne.

Super Street Fighter IV

A precisão dos controles continua soberba. Vou mais além, está quase sem falhas. Algo importante para ser destacado é que para uma experiência completa, existe uma necessidade notória de um controlador nos moldes do arcade. A execução de combos e especiais no controle convencional são irritantes. A disponibilidade dos botões no i-pad é uma tortura.

Agora cada lutador possui dois ultra-combos. Esse aspecto foi uma mudança interessante em relação ao primeiro, pois agora, temos mais possibilidades de combinações de ataque e finalizações mais contundentes. Os gráficos continuam no mesmo nível do anterior, ou seja, muito bons!

Nem tudo é perfeito

A introdução histórica dos lutadores continua decepcionante. Os finais estão pobres e previsíveis. É até incoerente a Capcom evoluir em tantos pontos e deixar um dos ápices de lado. Um trabalho mais denso e abrangente é cabível. Passamos por todas as batalhas e a decepção final poderia ser dispensada. Esse foi o mesmo problema do título anterior… Quem sabe num próximo título (se houver).

Seth, ainda, não está equilibrado. Enfrentá-lo pode ser uma tarefa bem complicada, e de muitas formas, frustrante, mesmo nos níveis mais fáceis.

Conclusão

Com novas modalidades online (Endless Battle, Team Battle), gráficos convincentes (no mínimo igual à versão anterior), controles precisos, imersão na narrativa e jogabilidade insuperável, SSFIV mantém a superioridade em relação aos outros jogos de luta. Não é tão técnico como alguns concorrentes, porém o carisma e a complexa relação que possui com os gamers o transforma num título imperdível.

Texto escrito por Rodrigo Cezzaretti, do blog Push Start.

Análise: Battlefield Bad Company 2

19 de March de 2010 por Convidado

Bad Company 2

O que posso dizer do BC2? Que ele é viciante? Que ele é um dos fps-shooter mais realista e intenso que eu já joguei até hoje no PC? Que os gráficos de luzes, sombras, modelagem 3D dos personagens, texturização de armas e veículos estão realmente espestaculares nessa versão e que os sons de ambientação, som das armas e som dos veículos fazem você se sentir em meio a uma verdadeira guerra?

Gamer das antigas que sou, já testei e joguei muitos fps (todos para pc)… Se puxar pela memória os marcantes, consigo lembrar: Quake, Unreal Tournament, Action Quake 2, Counter-Strike versões betas, Day of Defeat (modo Source de ambos eu detestei tanto o CS como o DoD), Team Fortress 2, Medal of Honor, Battlefield 2, Battlefield 2142, Call of Duty 1/2/3/4/5/6, esse último o Modern Warfare 2. Mas tenho que confessar: Bad Company 2 é duca…

Assista: Video gameplay de Bad Company 2

O Single Player está com uma quantidade de fases diferenciadas muito interessante, que mistura uso de diversos veículos, armamento pessoal, treinamento no uso do “UAV” (mini-helicóptero que é controlado por controle em terra para bombardeios), tanques e muito mais. O ponto falho do modo single player são as histórias e os personagens, que ficam devendo se comparado aos novos single players, como por exemplo o do Modern Warfare 2.

O Multiplayer está sensacional, com muitas fases e sistema de pontuação (levels) para liberação de novas armas, equipamento pessoal e acessórios especializados para guerra… (melhores armamentos nos tanques, acessórios para suas armas, sistema detector de mísseis). Algumas das armas são classes específicas e não podem ser atribuídas a qualquer soldado.

Bad Company 2

São 4 classes no modo multiplayer: Assault – soldado da linha de front, que avança para cima dos inimigos e carrega munição para dividir com seu time quando precisarem; Engenheiro – responsável na maior parte do tempo em ajudar os veículos no meio da guerra para que eles não explodam; Médico – matar os inimigos e com o “poder” de ressucitar os combatentes na linha de front; Sniper – eliminar os inimigos de um posição segura e “espotar” os tanques inimigos com o uso do binóculo para o bombardeio.

O grande problema do multiplayer não é o jogo em si, mas sim o sistema da EA que ainda está muito falho com alguns “bugs” (falhas com o sistema de anti-cheat punkbuster), alguns usuários também estão reclamando que não conseguem visualizar o valor do “ping” (também é o meu caso) e o sistema de envio de amizade no modo multiplayer está também com muitas falhas (o envio do convite de amizade acontece para que você possa jogar no mesmo servidor que os seus amigos estejam jogando). O lag em alguns servidores está com o perda de pacote gigantesco e a demora na listagem de todos os servidores é às vezes insuportável.

Segundo um ticker que passa em rodapé, no menu principal, a DICE e a Electronic Arts estão cientes da situação e já estão trabalhando para resolver todos os bugs! E #Ficadica – já que o jogo possui o sistema Dolby Surround, recomendo uma investida num fone 5.1!

E se quiserem jogar uma partidinha comigo por lá, basta me procurar no twitter: @bigdigo ou enviando um convite de amizade direto de dentro do Battlefield Bad Company 2: só procurar “b1g d1go”.

Prós:

  • Multiplayer viciante e emocionante jogado em equipe
  • Realismo com os detalhes gráficos e sonoros
  • Possibilidade de destruição de quase tudo dentro dos mapas.
  • Variedade de mapas grandiosos

Contras:

  • Singleplayer poderia ser melhor
  • Bugs do sistema online da EA para serem resolvidos
  • Problemas com Punkbuster também precisam ser resolvido
  • E melhoria na velocidade da listagem dos servidores

Texto escrito por Rodrigo Bastos (BigDigo) do blog BigSense

Análise: Samsung Corby

11 de January de 2010 por Pedro Cardoso

Corby

Tive a oportunidade de experimentar na última semana o Samsung Corby, uma espécie de celular touchscreen de baixo custo. Projetado para o entretenimento, este aparelho tem como foco o público jovem, principalmente por “conversar” com as redes sociais, e outros diversos aspectos que veremos ao longo desta análise. Antes de seguir com o review do Samsung Corby, veremos a suas especificações técnicas.

Este celular trabalha com a rede Quad Band, GPRS e Edge, possui tela TFT de 2.8 polegadas, câmera de 2 megapixels. Bluetooth 2.1, USB v2.0, memória interna de 50 MB com expansão até 8 GB através de cartão de memória microSD (ele vem com um de 1 GB). Se o seu negócio é som, o Corby vem com rádio FM e leitor de músicas nos padrões AAC, MP3 e WMA. Veja mais fotos no Flickr do Receita do Sucesso.

Aplicativos

A principal atração deste celular são os widgets, preparados para várias funções, incluindo acesso e notificação do que está acontecendo nas redes sociais que você participa, como Youtube, MySpace, Facebook, Twitter, orkut, Friendster, Flickr, Picasa, Photobucket, tudo já instalado de fábrica. Para utilizar uma dessas redes, basta abrir a barra lateral esquerda e arrastar o ícone correspondente a ela até a área principal de trabalho. Assim que fizer isso, aparecerá aquela tradicional mensagem pedindo uso da rede do celular. A tela é muito sensível, e rolar essa tal barra lateral não é uma tarefa fácil. É comum acionarmos uma rede social mesmo sem querer.

Entre os aplicativos já instalados, ele vem com Google Search, GMail e Google Maps, dicionário com 8 idiomas, RSS Reader e sete jogos, entre demonstrações e completos. Tudo isso além, é claro, daqueles mais tradicionais como calculadora, cronômetro, conversor de medidas, bloco de notas e etc, que todo celular por aí tem. Mas nada de Windows Live Messenger, o que pode ser ponto positivo para os telefones similares da concorrência.

Corby

Sobre o aparelho

A interface do Samsung Corby está toda em português e com menus muito fáceis de serem utilizados, tudo muito prático e rápido, mas não possui acelerômetro. As letras estão em bom tamanho o que facilita aqueles que já não tem uma visão muito boa. Outro ponto positivo é sua portabilidade. Leve e pequeno, cabe facilmente em qualquer bolso. Veja abaixo uma imagem comparativa.

Uma das grandes falhas do Samsung Corby é não tem um teclado virtual QWERTY. Caso queira escrever um SMS, ou mandar uma mensagem via Twitter, terá que usar o teclado alfanúmerico virtual e usar e abusar do T9. Outra pior ainda é o fato de ele ser um gadget focado nas redes sociais e não apresentar conexão Wi-Fi ou 3G.

A câmera não possui flash e apresenta poucos recursos, com isso, realmente só vale a pena usá-la em locais bem iluminados. Deste modo, a foto pode até ficar boa. Finalizando, ele vem com um fone de ouvido auricular, mas com entrada proprietária.

Corby

Considerações finais

Ao cogitar comprar o Samsung Corby, encare-o como um celular touchscreen leve, de baixo custo, fácil de usar e com visual bonito. Pense que ele atende bem ao público jovem, é bom para rede sociais, mas não tão bom se o seu objetivo e ler e escrever e-mails, ou ter um bom celular multimidia. Para ambos os casos, existem soluções melhores. O Submarino vende este celular por R$ 549,00.

Análise: Brütal Legend

18 de November de 2009 por Convidado

Brutal Legend

Na minha tenra infância, eu e um grande amigo do colégio passávamos o tempo de várias formas, né? Além dos estudos (afinal, ninguém é de ferro) a gente fazia o que a idade regia: nos dividíamos entre ver desenhos, jogar videogame, ir à praia, partidas gigantescas de RPG, e por aí vai. Sua irmã mais velha tinha o quarto cheio de pôsteres de bandas de rock da época. Claro, havia a regra não-dita daquele ser o canto dela e a gente não poder entrar… e ainda assim, era bem claro ver bandas como Skid Row, Poison, Trixter e afins olhando para ela toda noite.

Já a gente, não: dos vinis e cassetes que ouvíamos, passamos a ouvir paradas mais pesadas com o tempo… fossem os contemporâneos, como Ministry, Testament e afins, a clássicos como Ozzy Osbourne. E é claro que havia aquela zoação leve com a irmã dele sobre algum vocalista da banda do coração dela parecer uma mulher, os cabelos esvoaçantes, as roupas colantes e tudo mais. Ir às lojas para conferir as camisetas e lançamentos durante o advento do CD era diversão garantida: tínhamos aquelas lojas de coração que costumávamos visitar para garantir nossa dose de rock pesado.

Uns bons vinte anos depois disto, o estúdio Double Fine – do mestre Tim Schafer, que trabalhou em jogos como The Secret of Monkey Island, Grim Fandango e o fantástico (mas infelizmente subestimado) Psychonauts – lança Brütal Legend, um jogo de aventura para Xbox 360 e PlayStation 3 que fez esta avalanche de memórias do começo do texto vir à tona. Afinal de contas, a ideia do jogo é a seguinte: Eddie Riggs – dublado por Jack Black, que também é a inspiração para o visual do personagem – é um roadie de uma banda de rock pra lá de meia-boca, e ele mesmo é um cara tradicional que prefere o rock pesadão e o heavy metal de outras eras.

Depois de um acidente no palco, ele é transportado para um mundo de fantasia totalmente inspirado no imagético do gênero. Sacam aquelas capas de disco de metal, com logotipos difíceis de ler, cores fortes, fogo, sangue, metal e mulheres de pouca roupa? Explorar o mundo do jogo te faz ver tudo isso e muito mais. Sem exagero: o que não faltam são momentos em que você olha uma cena e imagina que aquilo poderia muito bem ter sido a capa de um vinilzão daquele grupo de power metal do início dos anos 80. Monolitos em formato de guitarra, paredões de amplificadores, cruzes de pedra, guerreiros com espadas, caveiras e pilhas de ossos, e por aí vai. E até mesmo o céu tem tons mais avermelhados, roxos e afins – com direito a lua com formato de caveira!

Brutal Legend

A direção de arte do jogo parece ter sido feita por verdadeiros fãs e estudiosos do metal e rock pesado – afinal de contas, não só o heavy do Black Sabbath como os rockões farofa do Mötley Crüe e paradas sombrias como Cradle of Filth, e o visual das áreas reflete bem isso: a fortaleza do general Lionwhyte (dublado por Rob Halford, do Judas Priest) é espalhafatosa, dourada, cheia de piscinas e coisas chamativas. Mais pra frente, as forças do Drowned Doom – tenebrosas que só – vivem em um mundo com catedrais góticas em ruínas, mares negros… enfim, é uma grande jornada com uma trilha sonora de peso, um verdadeiro tratado sobre o rock pesado.

A jogabilidade em si é em mundo aberto, com missões aqui e ali, e todo aquele esquema de evoluir Eddie e seu equipamento – seja sua guitarra mágica, o machado de guerra ou o carrão pronto para passar por cima de monstros incautos. Mais pra frente, o jogo dá uma mudada considerável – entra um elemento de estratégia em tempo real onde cada facção tem que tomar conta de seu palco (isto é, a base) enquanto cria barracas de venda de material sob fontes de almas dos fãs e forma seu exército. Batedores de cabeça detonam inimigos de perto, as fãs atiram de longe, os roadies (sempre sorrateiros!) são as unidades invisíveis, e por aí vai. Esta modalidade parece estranha no começo, mas mais pra frente fica mais divertido – ainda mais porque o multiplayer via Internet é baseado neste lance das guerras campais.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, contar com a participação de figurões do gênero – além do supracitado Halford, o jogo tem Ozzy Osbourne, Lemmy Kilminster (Motörhead) e até mesmo Lita Ford, entre dublagens e personagens inspirados neles – dá aquela credibilidade a mais. É aquilo… quando até mesmo as letras de música de vários artistas homenageados servem de referência direta no meio da trama do jogo, você vê que houve um trabalho de amor ao metal. E mesmo eu, que só tenho prestado atenção nos clássicos e não tenho a paciência que tinha há 20 anos para o material mais recente, me senti tocado pela mão dos Titãs do Metal.

Brütal Legend é o tipo de jogo que todos deveriam conferir, sejam fãs do gênero – tanto de jogo quanto da música – ou não. Então erga seu machado – seja o de cordas ou o de verdade – em nome do Metal!

Brutal Legend

Texto escrito por Pedro Giglio do blog Working Class Anti-Hero

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