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Como comprar HQ: parte 2

30 de November de 2009 por Pedro Cardoso

Leia antes a parte 1.

No primeiro post dessa série, falei dos formatos de publicações que as grandes editoras adotam. Neste segundo post de “como comprar HQ”, quero comentar um pouco como os roteiristas e editores tratam o universo dos seus personagens, a cronologia, a narrativa para os universos dos super-heróis. A coisa é meio enrolada mesmo, mas vamos lá.

Vamos tentar dividir em três tipos: cronologia normal, realidade alternativa e reinterpretação dos personagens. A diferença entre as duas últimas é bem sutil, mas existem. A cronologia normal, é aquela que existe desde que o personagem foi criado, e existe até hoje, sofrendo algumas alterações ao longo do tempo com o objetivo de renovar. Todos esses modos de contar histórias, podem ser publicados de diversas maneiras, como visto no artigo anterior. Na Marvel, essa cronologia é chamada de Terra-616, enquanto na DC, Terra-1.

Realidades alternativas é o recurso que as editoras usam para colocar os seus super-heróis em situações diferentes do atual. Seriam os mesmos personagens da realidade clássica, só que em uma Terra paralela, com várias mudanças.  Ou ainda, realidades alternativas da mesma cronologia, utilizando pequenas mudanças em algum fato, que muda toda a história. Dois exemplos clássicos são o selo Túnel do Tempo (Elseworlds) da DC Entertainment e o “O que aconteceria se…” da Marvel Comics. Ambas as revistas são lançadas de forma esporádica, em minisséries enxutas ou volumes únicos. E ambas as editoras têm os seus multiversos, para trabalhar seus personagens em diversas Terras paralelas, sem prejudicar a cronologia normal.

A outra maneira de contar história desses personagens, é dar uma outra interpretação para eles, deixando o roteirista contratado livre para criar e dar sua visão. Um exemplo muito bom é a série All-Star da DC Entertainment, que tem séries com Batman & Robin e Superman (muito elogiado pela crítica).

Detalhe, até agora, me concentrei apenas nos universos dos super-heróis das grandes editoras, que são realmente a situação mais complicada de se explicar. Mas as produções em HQ são muito amplas, podendo focar no humor, infantil, terror, aventuras fantásticas, ficção científica, erótico e tudo mais. Tem para todos os gostos e idades.

E dependendo do tipo de história que você curte, fica mais fácil acompanhar essas publicações. Pelo simples fato delas não pertencerem a nenhum grande universo, você não se sentirá perdido. Posso citar como exemplos a revista Y: O Último Homem, Transmetropolitan, Preacher, Watchmen, Groo, Kick-Ass e tantos outros que não têm nenhum vínculo com universos pré-estabelecidos. Abaixo, seguem alguns textos, sobre os aspectos apresentados aqui, se você quiser se aprofundar no assunto. No próximo post, colocarei apenas algumas revistas que recomendo.

Os quadrinhos através dos tempos – 1ª parte

Conheça a Linha Vertigo

Universo DC e suas infinitas Terras – Parte 1

Guia DC Comics do Multiverso

Universo Ultimate Marvel (Wikipedia PT_BR)

Continua na parte final (em breve)

Dica para iniciante: como comprar HQ

25 de November de 2009 por Pedro Cardoso

Superman

Algumas pessoas que sabem que sou leitor e colecionador de histórias em quadrinhos, me perguntam qual revista deve comprar, pois se sentem perdidas com tantas publicações diferentes e décadas de histórias (dependendo do personagem). Preparei este pequeno guia para tentar orientar os amigos e leitores do Receita do Sucesso a se acharem nessa confusão.

Primeiro, precisamos saber como as editoras lançam os seus produtos, que estão divididos em mensal (ou série regular), minissérie mensal, tie-ins e encadernados. A primeira de todas é a mais difícil realmente de acompanhar, pois é a série regular daquele personagem, alguns publicados há mais de 70 anos. De qualquer maneira, não deixe esses números te assustarem, pois os editores renovam os personagens de tempos em tempos, muitas vezes mudando até suas origens (o Superman é o exemplo mais clássico).

A minissérie pode ter quantas edições o editor decidir. Parece óbvio o que estou falando, mas nem todo mundo sabe. As empresas do ramo usam as minisséries para publicar sagas curtas, que geralmente envolvem vários personagens do mesmo universo ou histórias de personagens únicas que não tem a ver com a cronologia atual do personagem, deixando o escritor mais livre para criar. E ainda, as realidades alternativas, que são exercícios de imaginação que colocam o personagem fora da realidade atual. Perceba que existe uma diferença entre cronologia e realidade. Na segunda parte deste artigo eu falarei mais disso.

Os tie-ins são as coisas mais escrotas das editoras de quadrinhos. São edições únicas ou minisséries que complementam as histórias de uma saga publicada em uma minissérie mensal, com histórias paralelas. A Marvel e a DC são as maiores usuárias desse recurso, que confundem até leitores experientes. Mas por outro lado, este é um material complementar, que não atrapalha a leitura principal.

Os encadernados são edições feitas para colecionadores, por reunir em um único volume (geralmente com um tratamento especial) minisséries já publicadas, sagas clássicas ou até mesmo arcos recentes (mas que fizeram sucesso) retiradas de revistas mensais. Apesar de ser um material que visa o colecionador, é essencial para quem está começando, pois você sabe que em um único volume a história terá começo, meio e fim e que você não precisará comprar mais nenhum material para entendê-la.

Continua na parte 2

Crítica: Batman – Cacofonia

21 de November de 2009 por Pedro Cardoso

Batman

A Panini Comics lançou neste mês de novembro a edição especial “Batman: Cacofonia”, escrita por Kevin Smith, pelo preço de R$ 7,50. O que eu achei? Bom, a revista não é um “clássico” instantâneo como a editora tenta vender.

Em Cacofonia, Batman enfrenta o vilão Onomatopeia, que é natural de Star City, lar do Arqueiro Verde. Esse cara tem como única motivação caçar e assassinar super-heróis sem poderes. Tudo bem que o personagem não tem o carisma de outros vilões do Batman, mas, daria uma boa história na mão de um bom escritor.

Mas Kevin Smith, que não é ruim, preferiu continuar no lugar comum e incluir mais uma vez o Coringa e aquela problemática de que ele seria a outra metade da moeda do Batman. Colocando de novo aqueles diálogos de “você não vive sem mim e nem eu sem você”. Não inovou em absolutamente nada.

Além disso, peca por conter em exagero aquele humor com apelo sexual. No final das contas, essa edição especial (lançada em três edições nos EUA), poderia ter sido publicada como um arco qualquer dentro de qualquer revista mensal do Batman.

Não gosto do Kevin Smith como diretor e roteirista de filmes, acho suas produções um saco. Mas como minha opinião não vale de nada no mundo do entretenimento, este cara é supervalorizado por esses filmes e tratado como gênio por alguns nerds. Repito, o roteiro não é ruim, só é comum demais para tanto alarde.

DC dá banho em vendas na Marvel

10 de November de 2009 por Pedro Cardoso

Lanterna Verde

No mês de outubro de 2009, seis revistas da DC Entertainment ficaram na frente, na lista das 10 mais vendidas, enquanto a Marvel Comics ocupou as outras quatro posições. Se fosse uma partida de futebol, seria um chocolate.

As revistas que a DC colocou na frente são, na ordem da mais para a menos vendida: Blackest Night #4, Batman and Robin #5, Green Lantern #47, Blackest Night: Batman #3, Green Lantern Corps #41 e Blackest Night: Superman #3, seguidas por New Avengers #58, Dark Avengers #10, Uncanny X-Men #516 e Amazing Spider-Man #608 da Casa das Ideias.

Com exceção de “Batman and Robin”, todas as outras edições estão ligadas a saga “Blackest Night” (Noite mais Densa), que parece estar agradando mais os estadunidenses do que o atual status quo da Marvel, onde o vilão Norman Osborn manda em tudo com o seu “Dark Reign”. Ambas as sagas ainda não tem data para chegar no Brasil.

Durante muito tempo, a Marvel esteve na frente enquanto a DC se perdia nas suas inúmeras crises. Atualmente, na minha opinião, é a Marvel que vem se perdendo no meio de tantas histórias paralelas, inúmeras versões de Vingadores, e revistas que não levam a lugar nenhum. Bom, tudo isso vai acabar em “Siege”, e acho que o balança vai equilibrar novamente.

Via: HQ Maniacs

Crítica: X-Men e Homem-Aranha

30 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Kraven

A ideia parecia boa, colocar dois ícones da Marvel em uma minisserie, e mostrar como as vidas dos integrantes dos X-Men e do Homem-Aranha estariam interligadas ao longo da vida. Mas o que eu li, não me agradou. As revistas foram lançadas em duas edições (agosto e setembro de 2009), pela Panini Comics, com o preço de R$ 6,50 cada.

A minisserie mostra vários encontros desses personagens, desde a primeira turma dos X-Men até os dias atuais. O fio condutor desta trama são as tramoias de Sinistro, com a ajuda de Kraven (para quem não conhece, o carinha da imagem acima).

Essa boa premissa foi detonada por um roteiro fraco de Christos Cage. A cada passagem de tempo, havia um novo encontro onde tudo que acontecia era a descoberta de uma nova pista da grande trama de Sinistro, rápido diálogo entre os personagens para decidir o que fazer e a aparição de algum vilão para caírem na porrada, como Blob ou Carnificina. Isso em looping até o fim da revista.

A arte de Mario Alberti também não me agrada, parece que é feita correndo, com pressa. A colorização também não ajudou no resultado final, pois deixou alguns quadros tão escuros que é difícil entender a cena. Aí eu não sei dizer se a culpa é da arte original ou da gráfica aqui no Brasil.

Pelo menos fica o saudosismo ao revermos uniformes clássicos dessa galera, e revisitarmos épocas quando as histórias em quadrinhos eram mais inocentes e menos complicada de se acompanhar. E quando digo “complicada”, não falo nos roteiros, mas sim nas inúmeras revistas caça-níquel que são lançadas para contar apenas uma história.

Bom, caso queira comprá-la assim mesmo, você pode encontrá-la facilmente em sebos, lojas especializadas ou até mesmo em algumas bancas de revistas do Rio de Janeiro e São Paulo (não sei nas outras cidades). E você que já leu, o que achou?

Hellboy e Umbrella Academy para iPhone

22 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Hellboy

Não é de hoje que a indústria de quadrinhos encontrou no iPhone um bom filão. Ainda de forma tímida, mais crescente, várias HQs conhecidas do grande público estão ganhando sua versão para o dispositivo móvel da Apple. Desta vez, foi a vez da Dark Horse anunciar “The Umbrella Academy” e “Hellboy” em versão mobile.

Ambos serão vendidos em minisséries, com o preço de US$ 0,99 por edição. Do “Hellboy”, será publicada a mini em quatro edições “Sementes da Destruição”, de Mike Mignola (co-roteirizado por John Byrne). Já “Umbrella Academy” corresponde à minissérie em seis edições recém-lançada no Brasil, “Suíte do Apocalipse”, escrito por Gerard Way (da bandinha My Chemical Romance) e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá.

Recentemente, em uma Comic-Con de Baltimore (EUA), a Marvel Comics anunciou que em lançará em breve edições de suas revistas também para iPhone. E a DC? Bom, eu ainda prefiro ler a revista de papel, vai ser difícil me acostumar a este formato.

Via: Omelete

Spoiler: Alguns detalhes de Siege

8 de October de 2009 por Pedro Cardoso

Siege

Todo mundo sabe a bagunça que está o universo Marvel com seus 288 grupos de Vingadores, outros 1500 super-grupos genéricos e um monte de vilões dando as cartas, desde que começou a saga “Dark Reign”, lá nos EUA. Enfim, tudo isso terá um fim em “Siege”.

O escritor Brian Michael Bendis apresentou alguns detalhes deste evento que vai acontecer no início de 2010. Seguindo as declarações dele, sabemos que “Siege” será a cartada final de Norman Osborn, o atual manda chuva que está há mais de um ano escrotizando com os super-heróis da Marvel. Sabemos também que a mini-série terá apenas 4 edições, mais curta do que as anteriores recentes.

Além disso, esta será a primeira vez que Homem-de-Ferro, Capitão América e Thor (os Vingadores clássicos) se reuniarão desde o final da saga “A Queda” (“Avengers Disassembled”), publicada em janeiro de 2005 nos “States”. O desenhista da minissérie é Olivier Coipel, parceiro de Bendis no excelente Dinastia M.

Claro que tudo isso vai demorar a sair no Brasil, já que estamos presenciando ainda a saga “Invasão Secreta” (esta que é anterior a Dark Reign), publicada aqui pela Panini Comics.

Via: Omelete

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