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Crítica: A Cabeça de Steve Jobs

5 de January de 2009 por Pedro Cardoso

Steve Jobs

Steve Jobs morreu? Não morreu? Está doente? São perguntas que os fãs e os pseudos-jornalistas fazem diariamente. Especulação essa que aumenta devido ao modo como a Apple trabalha as suas informações internas, não deixando vazar nada para a imprensa e punindo severamente aqueles funcionários que passam informações sigilosas para os jornais. Esses e outros aspectos da rotina diária da empresa de Cupertino, bem como a participação de Steve Jobs nisso tudo, está no livro “A Cabeça de Steve Jobs“, de Leander Kahney, lançado pela editora Agir.

O livro tem um formato para o público que se diz empresário, empreendedor ou pretende ser um administrador de sucesso. A cada final de capítulo, o autor mostra um resumo das idéias apresentadas, do que é o pensamento padrão, a forma de trabalhar do chefão da Apple (também chamado de CEO). Porém, creio que o livro vai agradar bastante àqueles que gostam de tecnologia (e não só os fanboys acéfalos da Apple) e querem saber um pouco da história da empresa da Maçã, o processo de criação e produção do Macintosh e do iPod, entre outros.

É simplesmente fantástico ver como o Tio Steve pensa globalmente a imagem dos produtos Apple, desde a embalagem, passando pela apresentação à imprensa dos mesmos e chegando às lojas próprias, tudo baseado na preocupação com a experiência do usuário. O autor realmente nos transporta para dentro da mente do cara, e nos faz perceber como ele pensa, como ele age, e porque ele é assim (tudo tem uma resposta lógica). Depois de ler esse livro, ficou fácil entender uma coisa que eu não compreendia, o porque desta adoração por uma empresa de tecnologia, chegando quase a ser uma religião para os clientes da mesma.

Kahney fez isso mesclando entrevistas, que ele mesmo fez, com depoimentos em revistas e jornais da época do assunto abordado, do próprio Steve Jobs e de seus colaboradores. Mostra que o cara se empenhou na sua pesquisa, e mais, deixa transparecer que ele é um fã da Apple e Steve Jobs. Em certos momentos, seus relatos são apaixonados. Mas essa nem é uma crítica negativa.

Achei, aí sim, desnecessário quando ele “esquece” de Jobs para falar exclusivamente de Jonathan Ive. O livro não é sobre a vida e obra de Steve Jobs? Então não me interessa a vida pessoal de Ive. Ainda que ele seja o mago do design e figura importante nas conquistas da empresa. Neste momento me senti meio perdido na narrativa, como se tivesse num daqueles brinquedos de parques de diversões que são umas xícaras que ficam girando. Mas depois, o livro retoma a linha com força total e você lê em um fôlego até o fim.

Mais um vez digo que recomendo a compra do livro, mas acredito que pessoas que não gostam de acompanhar o mundo da tecnologia, e as empresas do ramo, talvez não gostem da leitura.

Crítica: Almanaque do Rock

22 de August de 2008 por Pedro Cardoso

No livro “Almanaque do Rock”, da Ediouro, Kid Vinil reuniu uma coletânea de informações históricas sobre o ritmo mais festejado e que mais movimentou multidões ao redor do mundo, durante décadas. Tudo isso organizado cronologicamente, com cada capítulo representando uma década, dos anos de 1950 até os anos 2000. Lá no início com Cuck Berry e Little Richards até os recentes sucessos de Pitty e Cachorro Grande, passando pelo heavy metal de Iron Maiden.
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E em cada momento onde um novo estilo é apresentando, as bandas que mais se destacaram nessa época também são apresentadas individualmente, assim como os mais importantes acontecimentos, como um famoso programa de rádio, um show, um movimento local. Com isso tudo, o “Almanaque do Rock” tornou-se uma excelente fonte de consulta para os fãs do tema.

Confesso que descobri uma série de estilos dentro do rock (que aliás, é absurdamente abrangente) que eu não fazia idéia que existiam, ou sabia, mas não conhecia a denominação correta.

Todas essas informações são mostradas em textos curtos sem nenhuma (ou pouca) conexão entre eles, recheado com muita informação e toneladas de referências discográficas. Creio que o autor poderia ter feito um texto mais “palatável”, com mais informações de bastidores por exemplo. Mas nada disso atrapalha o resultado final do livro. Afinal, é um almanaque, e nisso, cumpre a sua proposta muito bem.

A minha crítica negativa fica por conta da falta de um índice remissivo que facilite a nossa busca por um cantor, uma banda, um estilo específico.

Enfim, se você já está acostumado e curte os almanaques da Ediouro, esse será mais um bom acréscimo à sua coleção. E se você curte rock, este é um bom livro para saber como tudo começou e se desenvolveu durante todos esses anos. Recomendo.

Crítica: Investimentos Inteligentes

13 de August de 2008 por Pedro Cardoso

Concordo com o autor quando, logo na introdução do seu livro, afirma não ser este uma obra de auto-ajuda, apesar do rótulo dado pelo mercado. O “Investimentos Inteligentes: Para Conquistar e Multiplicar o seu Primeiro Milhão”, da Thomas Nelson Brasil, pode ser considerado um livro didático sobre saúde financeira e investimento pessoal seguro. Sem mágica, sem ilusões, sem dicas mirabolantes.
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Gustavo Cerbasi mostra de forma simples, em linguagem para leigos, como fugir das roubadas do mercado financeiro. Faz você entender que não existe moleza nesse setor, que não há enriquecimento sem esforços, nem riscos. Mas que você não deve ter medo disso tudo. E sim, usar o investimento inteligente como uma forma sadia de garantir um bom futuro para você e/ou sua família.

Ao longo do livro, Cerbasi mostra cada uma das opções de investimentos mais conhecidas e respeitadas do mercado financeiro (Fundo de Renda Fixa, PGBL, VGBL e CDBs da vida), além de mostrar quais as melhores estratégias a serem adotadas para cada segmento do mercado: fundos, imóveis ou compra e venda.

Além de pensar em planejamento futuro, Cerbasi ensina e incentiva a você não ter uma vida de privações extremas para economizar o seu dinheiro. É claro que, este negócio de “conquistar 1 milhão”, o verdadeiro sonho americano, é um forte chamariz para o livro. Porém, fica claro que ainda é uma utopia para o brasileiro médio. Poucos são os trabalhadores (e até mesmo empreendedores e pequenos empresários) podem dispor todo mês de uma quantia satisfatória para atingir esse objetivo rapidamente. E olha que, quando falo rapidamente, me refiro a 20 anos.

De qualquer maneira, isto não é empecilho para adquirir o livro. Pelo contrário. Como já afirmei acima, trata-se de uma boa obra didática sobre o tema, independente dos seus objetivos. Sejam eles mais avançados ou modestos. De longo ou curto prazo. Se você quiser se aventurar em qualquer tipo de investimento que não seja apenas a tradicional Caderneta de Poupança, este livro pode ser uma boa referência, um pontapé inicial. Porém, deixe as ilusões em casa antes de correr para a livraria.

A morte de Harry Potter. Ele morreu e está morto

26 de July de 2007 por Pedro Cardoso

Na onde do lançamento do novo filme do Harry Potter (A Ordem da Fênix), que você nao encontra grátis aqui, a escritora JK Rowling diz que já está sentindo saudades ao terminar de escrever o sétimo e último livro do bruxo mais famoso do mundo, Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Em entrevista ao canal de TV NBC, dos EUA, a britânica, de 41 anos, não escondeu a sua emoção ao falar sobre a conclusão de uma série que ela começou a escrever a 17 anos durante uma viagem de trem de Manchester a Londres. O último livro, como não poderia ser diferente, já bateu todos os recordes de vendas. Inclusive, até um hacker divulgou o final do livro antes do seu lançamento, o que teria deixado Rowling muito irritada.

É claro que não vou cometer SPOILER aqui meu amigo e minha amiga, mas todos sabemos que os fãs não terão mais um novo Harry Potter a cada ano para fazer fila na livraria, ler em um dia e ficar debatendo quem leu mais rápido e mais vezes no Orkut. Por isso que eu digo, HP está morto, para tristeza de seus seguidores.

Harry Potter terá parque temático em 2009

31 de May de 2007 por Pedro Cardoso

A escritora de um dos maiores sucessos da literatura juvenil, a inglesa J.K. Rowling anunciou que irá inaugurar em 2009 um luxuoso parque temático do bruxo Harry Potter, a ser construído em Orlando, Flórida, nos EUA. O parque já tem até nome, “The Wizarding World of Harry Potter”, e é uma parceria entre a Universal e a Warner.
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O último livro da saga, intitulado “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, chega às livrarias britânicas no dia 21 de julho. No Brasil, apenas antes do Natal. Já estou até vendo o Jornal da Globo mostrando aquela correria as livrarias com as crianças comprando o original mesmo sem saber ler a língua inglesa.
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A série Harry Potter já vendeu mais de 2,5 milhões de cópias no Brasil e 325 milhões, em 64 línguas, em todo o mundo.

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