Presságio

O filme Presságio (Knowing), que estreou nesta quinta-feira (9), te prende na cadeira e te deixa curioso pela próxima cena. Porém, o trailer e os anúncios na TV entregam muito do que trata o filme e, um fã de ficção científica mais atento, já percebe o final do filme logo na primeira cena.

Presságio conta a história do Professor John Koestler (Nicolas Cage), um físico do MIT. Tudo começa quando chega em suas mãos uma folha cheia de números aparentemente aleatórios, que fazia parte do conteúdo de uma cápsula do tempo, enterrada 50 anos atrás na escola onde seu filho estuda. Rapidamente Koestler percebe que os número não são aleatórios, e que eles representam datas de acidentes que aconteceram nesses últimos 50 anos, e outros que ainda podem acontecer. Pilhado com isso, se sentido no dever de evitá-los, Koestler parte para tentar convencer as outras pessoas de que as previsões são verdadeiras.

O filme tem uma narrativa interessante, é tenso e te deixa colado na poltrona esperando pelo próximo evento. Realmente, durante o filme, você não sabe o que vai acontecer em seguida. Mas, como eu já tinha sacado o final desde a primeira cena do filme, tudo que eu vi em seguida me pareceu um show de mágica, quando o ilusionista fica tentando desviar a sua atenção para o que realmente importa. Não que isso faça o filme ser ruim.

Nicolas Cage tem mais uma atuação burocrática, eu diria. Sempre gostei dele nos seus papéis antigos, desde “O Beijo da Morte” (com David Caruso e Samuel L. Jackson). Mas vendo Presságio, não consigo diferenciá-lo de outros personagens como Cris Johnson (O Vidente) ou Ben Gates (A Lenda do Tesouro Perdido).

O filme tem a direção de Alex Proyas (Eu, Robô), e conta no elenco com atriz Rose Byrne (da série Damages), como a filha da menina que traçou os números há 50 anos atrás. O que posso dizer? É sim um bom filme pipoca.

Pressagio

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