O Lutador

O filme O Lutador (The Westler), do diretor Darren Aronofsky, acerta ao entregar aquilo que promete. A história de um lutador veterano que não consegue abandonar os ringues. O longa está sendo conhecido como a redenção de Mickey Rourke, vencedor do Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama.

E não é para menos, o ator está fantástico no papel do lutador do estilo “westler” (essas lutas arranjadas que priorizam o espetáculo no todo). O filme mostra um homem nostálgico, que vive do passado, parado nos anos 80 quando fez muito sucesso na carreira.

Depois de 20 anos, Ram ainda luta, mas no circuito alternativo, sustentado por uma meia dúzia de fãs saudosistas como ele. Sem dinheiro para pagar aluguel, tomando remédios para aguentar a dor e o peso da idade, vivendo de bicos e empregos temporários, este é o cenário em que encontramos Randy durante o longa.

Após um de seus shows de fim de semana, “o lutador” sofre um ataque cardíaco e é proibido pelo médico de continuar lutando. Com medo de morrer sozinho, Ram tenta se acertar com a sua filha Stephanie (Evan Rachel Wood) e com a dançarina Cassidy, interpretada pela “quarentona em forma” Marisa Tomei.

O final não era o que eu esperava, mas ficou melhor do que do jeito que eu imaginei. “O Lutador” é um filme curto, porém intenso e emocionante, que mostra que nós somos definidos pelo que nós fazemos na nossa vida toda, e que poucos (ou nenhum) fatores podem mudar isso. E que acima de tudo, precisamos ser autênticos, fazer aquilo que gostamos para, assim, apresentar o melhor de nós mesmos. Recomendo.

O Lutador

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