Chegou às bancas brasileiras, nessa semana, o mix da Panini “Os Novos Vingadores #55″, mostrando as aventuras de Miss Marvel, Thor, Capitão América (sem o mesmo, mas com vários sidekicks) e os Vingadores renegados. E de pronto, já posso afirmar, a única história que vale à pena atualmente é a do Deus do Trovão. Mas vamos por partes. E espero que gostem, pois essa é a primeira de muitas críticas de quadrinhos que vou escrever por aqui.

Os Novos (Novíssimos) Vingadores estão passando por um período de transição, preparando terreno para a Invasão Secreta Skrull (que já está em pleno desenvolvimento nos EUA). Porém, além de um enredo enfadonho e repetitivo (de Brian M. Bendis) é sofrível ver a arte (!?) de Leinil Francis Yu. Eu já não gosto do traço do cara, mas nessa edição ele se superou, pois parece ter desenhado de forma relapsa, sem cuidado com a limpeza. A única coisa boa foi perceber como a desconfiança por causa dos Skrulls vai crescendo no meio do grupo até explodir na mais recente saga.

Em Capitão América, o ex-Buck e atual Soldado Invernal (Winter Soldier) continua sua investiçação sobre a morte do bandeiroso, o que faz ele topar com o Caveira Vermelha no caminho e trocar uns sopapos com o Ossos Cruzados. A revista também mostra que Sharon Carter ainda está sob o domínio de Dr. Faustus, e ainda tem uma missão a cumprir. Só não posso falar mais para não cometer Spoiler. Mais uma historinha chata, destinada apenas a quem é fã mesmo do universo do Capitão.

A volta do Thor tem sido uma das melhores séries da Marvel atualmente. Ela mostra o Deus do Trovão reconstruindo Asgard (que agora paira sob os EUA) e trazendo de volta os deuses que a povoavam antes. Tudo isso com um visual mais “Senhor dos Anéis” e sem aquele modo de falar (o famoso “digo-te não”) E nessa edição acontece o tão esperado acerto de contas entre Thor e o Homem-de-Ferro pós acontecimentos da Guerra Civil. É óbvio que o novo Senhor de Asgard não se contém e dá um cacete no Tony Stark, deixando o novo diretor da Shield com o “rabo entre as pernas”. Além disso, Thor passa por New Orleans devastada pelo Furacão Katrina, o que mostra a tendência das revistas em quadrinhos para se contextualizar com a história e a política norte-americana.

Quanto a Miss Marvel, não tive paciência para ler isso.

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