Gatas amadoras ou caseiras? Uma questão de semântica
15 de Agosto de 2007 por Pedro Cardoso
Não tenho base científico-quantitativa para fazer essa afirmação. Mas, analisando as estatísticas do Sitemeter, percebi que os termos “gatas caseiras” e/ou “amadoras” são os mais procurados em se tratando de conteúdo erótico. Você sabe do que eu to falando amigo. Aquela webcam marota que filma tudo. Ou ainda, aquela Sony Cybershot que não perde nenhum lance, em um motel qualquer da vida. Até mesmo um celular com cam pode fazer este trabalho, o de registrar a intimidade de uma pessoa ou casal no seu ato mais íntimo. E eu nem to falando do perigo dos banheiros femininos, o novo fenômeno da web.
Baseado nesse pensamento, fica uma pergunta. Como as produtoras de pornografia sobrevivem em um mercado onde qualquer pessoa comum vira protagonista e sucesso absoluto na internet? O internauta produz, o internauta consome. E o que torna esses vídeos caseiros tão famosos e requisitados? Por que somos tão voyeurs assim?
Estamos vivendo uma nova era senhoras e senhores. Não existe a web participativa? (alavancada pelo fenômenos dos blogs), o alardeado jornalismo colaborativo? Agora eis que surge a pornografia social. Onde ninguém é de ninguém. Fotologs, Videologs, Orkut. As ferramentas são muitas e a criatividade do povo também.
Pena que essa criatividade não seja explorada para arrumar um troco e tentar melhorar de vida. O pessoal se entrega ao video-amador pelo simples prazer da sacanagem explícita. E não percebe o potencial de rentabilidade que tem em mãos. O que acontece no meio disso tudo? Alguns blogueiros com um faro empreendedor mais apurado, usam e abusam desses vídeos para faturar uma grana no final do mês. Enquanto os artistas do espetáculo ficam apenas chupando dedo (e outras coisas também).
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23 de Dezembro de 2007 às 8:48 pm
axei uma graça